Aprenda a captar e armazenar água da chuva

Água! Sem ela não vivemos, mas é incrível como acreditamos que ela não é escassa. Mas a falta de água já é realidade em alguns países.  Em áreas da África e pontos turísticos no sul da Europa e no Mediterrâneo, estes já sofrem com essa realidade.

Em nossas residências, o consumo de água deve ser moderado para evitar o desperdício.

A água, este líquido puro, incolor e tão necessário para a vida humana e do planeta não é infinito. O uso indiscriminado e o abuso de nossos recursos naturais trouxeram inúmeros problemas ao meio ambiente. Por esse motivo, não podemos ser indiferentes e deixar a responsabilidade para o resto.

Desperdício da água

Embora exista em abundância, a água é um recurso do qual depende o avanço e o desenvolvimento da humanidade. É usada para beber, para a higiene pessoal, para o lazer, indústria, entre outros.

É precisamente esse uso excessivo acompanhado pela exploração de aquíferos, poluição ou desmatamento que faz com que a água comece a se tornar escassa e com a qual devemos nos preocupar.

Por isso, é bom adotar medidas que diminuem o desperdício de água. E por que não começar em seu dia a dia? Nossa sobrevivência gira em torno da água e suas propriedades hidratantes. Dias sem água é suficiente para danificar os rins e, subsequentemente, levá-lo à falência de múltiplos órgãos. 

Todo o dinheiro, toda a riqueza, todas as coisas materiais deixarão de ter importância se a própria essência que nos mantém vivos se tornar escassa. Portanto, se houver outra guerra novamente pode ser pela água, advertem muitos especialistas. E será letal para nossa espécie.

Dessa forma, a captação de água da chuva é uma das maneiras eficientes de economizar e reutilizar a água.

Por que capturar e armazenar água?

A água é algo essencial em nosso dia a dia.

Que a água precisa ser conservada não é uma afirmação que precisa ser enfatizada. Como cidadãos responsáveis, temos certeza de que você está ciente da necessidade de economizar a preciosa água doce que nos resta.

Nossa natureza possui um ciclo que purifica naturalmente a água que perdemos antes de devolvê-la ao solo. É por isso que se diz que a precipitação oferece a forma mais pura de água natural. Então, como podemos fazer o melhor uso da água da chuva?

Como captar e armazenar água?

Capturar e armazenar a água da chuva do meio ambiente representa uma opção real para fornecer às pessoas água de maneira constante, viável e econômica, especialmente nas regiões onde as fontes de água superficial e subterrânea são exploradas ou contaminada. Mas também até mesmo onde há muita precipitação de água, essa pode ser uma maneira de captar e aproveitar água da chuva para, por exemplo, regar as plantas, limpar a casa, entre outros.

Como fazer?

A coleta de água poupará dinheiro em suas contas de água e reduzirá sua dependência da água da torneira. Um sistema de captação de água bem projetado também diminuirá suas necessidades de irrigação.

Tudo o que você precisa para um sistema de captação de água é chuva e um local para captar. Um sistema simples é desenvolvido contornando e modelando as áreas da terra, para que a água flua diretamente para a vegetação. Um sistema mais sofisticado possui armazenamento para capturar água para uso posterior.

Em casas:

A água que é captada da chuva pode ser usada para limpar a casa

• Podem ser usadas cisternas que se apresenta na forma kit feito em plástico ou também a utilização de tanques. Hoje existem diversos modelos e você pode optar aquele que melhor se encaixe para o seu orçamento;

• Os tanques podem ser colocados no chão, ao lado da casa para receber água da chuva que cai do telhado e foi desviada para eles;

• Telhados de metal corrugado ou estanho são os melhores para captar água da chuva;

•  Telhados de chumbo, amianto ou alcatrão contêm produtos químicos que poluem a água. 

• Verifique se o tanque está limpo e nunca foi usado para armazenar substâncias tóxicas, como óleo ou pesticidas.

•Materiais que normalmente são usados: canos, bombona, caixa de água, cisterna, torneira, e outros equipamentos. Você pode mesmo fazer em casa ou contar com ajuda de um profissional.

Em apartamentos:

• Podem ser usados baldes para captar água da chuva e a água pode ser usada para irrigar as flores ou lavar a casa;

Dicas para economizar água em casa

Confira dicas para economizar água na sua casa

Captar e armazenar água é bom, mas também é recomendado economizar água. O banheiro e a cozinha são os locais da casa onde há uma torneira e onde fazemos o maior uso da água. Confira as nossas dicas para economizar água em casa!

  •  Feche as torneiras sempre que não as usar mesmo que pareça pouco. Faça isso enquanto ensaboa os cabelos, escova os dentes, esfrega os utensílios de cozinha, faz a barba;
  • Economize água no chuveiro. Dependendo do banho, o chuveiro pode gastar 50% menos. Um chuveiro com menos 5 minutos de banho economiza cerca de 3.500 litros por mês;
  • Utilize os aparelhos com eficiência: coloque a máquina de lavar roupa, a lava-louças e similares sempre que estiverem totalmente cheios. Caso contrário, use meia carga ou ciclos curtos.  Colocar a máquina de lavar com roupa cheia pode economizar de 2500 a 2800 litros por mês;
  • Se você tem um jardim ou horta, aproveite também para coletar água da chuva. Regue suas plantas ao amanhecer ou ao anoitecer, porque isso impedirá que a água evapore antes de ser absorvida. Não limpe o chão com mangueira, use uma vassoura;
  •  Corrija imediatamente qualquer vazamento de água: uma torneira com vazamento pode significar até 40 litros de água por dia.
  • Para torneiras e chuveiros: utilize dispensadores e arejadores que reduzem o fluxo de água;
  • Cisterna: instale uma que permita medir a quantidade de água descarregada. Outra opção é colocar duas garrafas de água de 0,5 litro cheias para economizar em cada descarga ou um redutor de tanque.

Dicas para economizar água na cozinha

  • Deixe a água da torneira correr apenas para lavar a louça e fechar a torneira enquanto ensaboa;
  • Evite que as torneiras vazem quando você não as estiver usando;
  • Lave as frutas e legumes em uma tigela e não sob a torneira aberta. Para descongelar os alimentos, você pode fazer o mesmo;
  • Mergulhe as panelas e frigideiras alguns minutos antes de esfregá-las para evitar desperdício desproporcional de água;

Referência: Super Sustentável

Livros sobre sustentabilidade: 7 dicas

Lista de 7 livros sobre a sustentabilidade para ampliar o conhecimento na área.

Em nosso blog já passamos diversas dicas sobre sustentabilidade, inclusive filmes. Dicas essas que você pode aplicar em seu dia a dia. Agora se você quer se aprofundar um pouco mais sobre o assunto, iremos passar uma lista de 7 livros sobre sustentabilidade.

Nesta lista você encontrará uma coleção variada, alguns assuntos novos, alguns falando sobre negócios, outros sobre pós-capitalismo, economia circular. Ou seja, uma lista bem diversa.

À medida que avançamos em 2020 aqui está nossa seleção de sete livros sobre mudança climática e sustentabilidade para esclarecer e inspirar você neste ano.

Eles oferecem fatos comprovados sobre as causas da mudança climática e o efeito que podemos ter sobre a reversão, adotando mudanças simples em nosso dia a dia, como caminhar mais, reduzir a moda rápida e diminuir o uso de plástico. 

Mas por onde começar? Questões desta magnitude são complexas de entender e ainda mais difíceis de resolver. Vamos então para a lista dos livros.

1.Estratégia para a sustentabilidade: um manifesto de negócios | Adam Werbach

Livro de Adam Werbach

Usando grandes empresas multinacionais como exemplos, Adam Werbach demonstra como cada um pode usar princípios sustentáveis ​​para alcançar novos patamares por meio de estratégias de negócios integradas.

Para todos os seus amigos que possuem negócios, este seria um ótimo lugar para começar sua leitura. 

2.Pós-capitalismo: um guia para o nosso futuro | Paul Mason

Livro de Paul Mason propõe ideias para o futuro

Poderia o fim do capitalismo estar próximo? Paul Mason sugere que o capitalismo entrará em colapso sob o peso de suas próprias contradições internas, incluindo níveis insustentáveis ​​de dívida por parte de indivíduos e nações. 

Argumentando que a Grande Recessão foi “o tremor que antecedeu o terremoto”, Mason afirma que o capitalismo habitual está em rota de desastre até 2050.

Para reparar nosso sistema econômico, Mason escreve que devemos reduzir as emissões de carbono, estabilizar o sistema financeiro e “proporcionar altos níveis de prosperidade e bem-estar material para a maioria das pessoas, principalmente priorizando tecnologias ricas em informação para solucionar grandes desafios sociais, como problemas de saúde, dependência de bem-estar, educação sexual e educação deficiente “. 

Ele também diz que devemos avançar rapidamente com a tecnologia de automação para reduzir o trabalho necessário.

3.O futuro das profissões: como a tecnologia transformará o trabalho de especialistas humanos |Richard Susskind e Daniel Susskind

Os autores mostram como a tecnologia vai transformar o trabalho de especialistas humanos.

A tecnologia da informação transformará as instituições profissionais como a conhecemos, argumentam os autores Richard e Daniel Susskind neste livro detalhado e normativo sobre profissões e o seu futuro.

O livro trás várias questões práticas e morais. Numa época em que as máquinas conseguem superar os seres humanos na maioria das tarefas, qual será o lugar das pessoas na nova economia? Quem deve possuir e controlar o conhecimento online e quais tarefas devem ser reservadas exclusivamente para as pessoas?

4.Gigantes verdes: como empresas inteligentes transformam sustentabilidade em negócios de bilhões de dólares | Freya Williams

Escrito por Freya Williams, CEO da Futerra América do Norte, este livro faz um argumento comercial para a sustentabilidade, destacando nove das primeiras empresas de bilhões de dólares do mundo que adotaram o triple bottom line.

Ela identifica seis fatores para o sucesso: liderança iconoclasta alimentada por profunda convicção e uma veia rebelde; inovação disruptiva que usa a capacidade de sustentar para estimular o desenvolvimento de produtos e serviços radicalmente melhores; um objetivo maior que inflama a empresa; apelo popular com posicionamento e embalagem despidos dos clichês crocantes que alienam o cliente médio; incorporar valores de sustentabilidade em toda a organização; e estabelecer um novo “contrato comportamental” com consumidores e outras partes interessadas.

5. Isso muda tudo: o capitalismo contra o clima | Naomi Klein

Livro de Naomi Klein aborda questões climáticas

Neste livro, a jornalista contundente Naomi Klein descobre os mitos que obscurecem o debate climático, descobrindo o quão poderosos e bem financiados grupos de reflexão de direita e grupos de pressão estão na origem da negação da mudança climática.

Isso muda tudo (2014) desafia a atual ideologia do “mercado livre”, que Klein argumenta ser incapaz de resolver a crise das mudanças climáticas.

6. Drawdown: O plano mais abrangente já proposto para reverter o aquecimento global | Paul Hawken

Drawdown (2017) reúne as 100 soluções mais eficazes para deter o aquecimento global dos principais cientistas e formuladores de políticas que, se adotadas, podem até reduzir o total de gases de efeito estufa atualmente presentes na atmosfera. 

Já firmemente ancorado na lista de best-sellers do New York Times, Hawken oferece soluções ótimas – como moderar o uso de condicionadores de ar e refrigeradores ou adotar uma dieta rica em plantas – pela quantidade de potenciais gases de efeito estufa que eles podem evitar ou remover.

7.A história das coisas: como nossa obsessão por coisas está destruindo o planeta, nossas comunidades e nossa saúde – e uma visão para a mudança’ de Annie Leonard

A discussão sobre o consumo excessivo é pauta do livro.

Temos um problema com o material. Com apenas cinco por cento da população mundial, estamos consumindo 30 por cento dos recursos do mundo e criando 30 por cento do lixo do mundo. 

No livro, Leonard revela a verdadeira história por trás de nossos bens; por que é mais barato substituir uma TV quebrada do que consertá-la; como a “obsolescência percebida” nos encoraja a jogar tudo, desde sapatos até telefones celulares, enquanto eles ainda estão em perfeita forma; e como operários de fábricas no Haiti, mineiros no Congo e outros pagam nossos produtos baratos com sua saúde, segurança e qualidade de vida. 

É um sistema em crise, mas Leonard nos mostra como podemos parar os danos ambientais, a injustiça social e os riscos à saúde causados ​​pela produção poluidora e pelo consumo excessivo.

E então o que achou da nossa lista? Livros que realmente podem ajudar a entender melhor a sustentabilidade. Boa leitura.

Claro que existem outros livros, que podemos abordar em outro texto!

Referência: Livraria Saraiva

PANC: Plantas Alimentícias Não Convencionais: saiba mais sobre elas

Você já ouviu falar do termo PANCs – plantas alimentícias não-convencionais? São plantas ou arbustos que crescem entre a vegetação rasteira e que para muitas pessoas é descartado ou sendo tratado como erva daninha, apesar do fato de décadas atrás elas fazerem parte de nossa dieta, especialmente em tempos de fome.

Vamos conhecer mais quais são essas plantas e se o seu consumo é permitido? Apenas ressaltando que este texto é de cunho informativo e não queremos incentivar ninguém a comer determinada planta, mas apenas informar que elas existem, e que sim, algumas pessoas adotam-nas em seu cardápio.

Se você se interessar, não deixe de pesquisar, conversar com seu médico, nutricionista antes de experimentar alguma PANC. Tudo bem? Então vamos falar quais são e também as suas propriedades.

PANC: o que são?

Muitas plantas ainda estão sendo estudadas pelos pesquisadores.

Os cientistas estimam que existem mais de 400.000 espécies de plantas na Terra, pelo menos metade delas são comestíveis para seres humanos. De fato, é perfeitamente possível que somos capazes de comer 300.000 espécies de plantas. E, no entanto, consumimos apenas uma pequena fração disso. 

Mas isso tem explicação pelo desconhecimento das propriedades das plantas, cultura, entre outros. Mas vamos para uma definição do que elas são.

Como bem definiu o guia sobre PANC, que pode ser baixado gratuitamente e foi desenvolvido pelo Instituto Kairos:

“A sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais. Em outras palavras, quer dizer “todas as plantas que poderíamos consumir, mas não consumimos”. Imagine todas as plantas comestíveis que existem. Uma pequena parcela delas nós conhecemos, produzimos e comemos no dia a dia, sendo chamadas de plantas alimentícias convencionais. As que não conhecemos, não produzimos ou consumimos pouco são denominadas Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou PANC”.

Ou seja, dentro das PANC, estão aquelas plantas que não usamos para consumo, por falta de costume ou de conhecimento. São ainda consideradas “mato”, “inço”, mas conforme pesquisas elas tem boas propriedades e podem ser consumidas.

Só no Brasil há uma biodiversidade enorme a ser pesquisada que possui esse potência. São muitas plantas que ainda estão sendo investigadas, para descobrir as suas propriedades.

De forma resumida, as PANC são alimentos alternativos nutritivos e acessíveis. Inclusive, sendo utilizada em algumas partes do mundo para combater a nutrição. Quem adota em seu cardápio e sabe o que está fazendo, acaba complementando seu cardápio com PANC.

Algumas PANCS

A salsa também faz parte do grupo das PANCs, mas muitos já a utilizam em seu cardápio.

Vamos listar algumas PANCs para você conhecer. Talvez algumas delas você conheça, e desconheça que tem uso para fins comestíveis também. Confira a lista!

Dente de leão

O dente-de-leão, ou Taraxacum officinale, também é uma planta herbácea anual. É muito fácil de cultivar, porque as sementes germinam alguns dias após o plantio e crescem muito rapidamente em qualquer tipo de substrato ou solo. Em adição a um prato, é uma fonte muito interessante de proteínas , cálcio , ferro e vitaminas A, C e D .

Chicória

A chicória, conhecida cientificamente pelo nome de Cichorium intybum é uma planta herbácea perene que possui numerosos benefícios. Ajuda a aliviar os sintomas da doença hepática.

Acelga

Acelga contém quantidades consideráveis de niacina, vitamina A e vitamina C

Acelga ou Beta vulgaris var. cicla é uma planta herbácea anual de rápido crescimento que suporta muito bem a seca. Plante-as em seu jardim no início da primavera, e poderá colhê-las após oito semanas. Possui alto teor de vitaminas A e Cmagnésioferrofolatos (eles ajudam a manter o sistema imunológico forte e saudável).

Purslane

Purslane, ou Portulaca oleracea é uma das plantas que, mais do que em terra, recomendamos o cultivo em vaso, mesmo que anual. Eles crescem rapidamente, podendo cobrir áreas em muito pouco tempo. No entanto, tem um elevado teor de ácidos gordos omega 3cálciomagnésio e vitaminas A, B, C e E. Também é usado como laxante e diurético.

Esta planta contém mais ácidos graxos ômega-3 do que qualquer outro vegetal e pode ser um ótimo complemento para uma salada. Também é usado para engrossar sopas ou ensopados.

Salvia

Salvia é

Salvia, ou Salvia officinalis é uma planta aromática de lindas inflorescências lilás que você pode ter em sua horta. Mas, além de ser muito decorativa, também deve-se dizer que possui propriedades medicinais muito interessantes: alivia inflamações orais e dores de cabeçaequilibra o sistema nervosocombate infecções estomacais e também é anti-séptico.

Alecrim

O alecrim, ou Rosmarinus officinalis é uma planta arbustiva de crescimento lento que atinge uma altura máxima de 1m. É usado para aromatizar pratos de carne, mas também se destaca por suas propriedades medicinais: é desinfetanteestimulante e diurético. Há uma lenda que diz que o chá potencializa a sensação de bem estar.

Aspargos

Aspargos podem ser ótimos ingredientes de um prato, até mesmo uma torta salgada.

Os aspargos provêm de plantas conhecidas cientificamente como Asparagus officinalis. Eles são vivazes, crescendo a cada estação a partir do rizoma subterrâneo. Eles podem ser usados, por exemplo, misturados com ovos fritos, para fazer tortilhas ou como outro ingrediente para salada. Eles são ricos em vitamina C, potássio e fósforo.

Folhas de freixo

Eles podem ser consumidos crus, refogados ou cozidos no vapor e usados ​​como substitutos do espinafre.

Ora-pro-nobis

Ora-pro-nobis é utilizada em dietas veganas ou vegetarianas por seu alto teor de nutrientes

Muitos vegetarianos incluem essa planta em seu cardápio pelo fato de possuir alto teor de proteínas e fibras, além de possuir ferro e magnésio. Ultimamente tem aumentado a sua procura devido aos benefícios.

Por que cultivar PANC contribui para o planeta?

  • Você pode controlar o uso da água;
  • Você pode controlar o uso e o tipo de pesticidas;
  • A proporção geral de embalagem / comida é consideravelmente mais ecológica do que do mercado;
  • Alimentos frescos duram mais do que você compra no mercado;
  • Você acabará comendo menos alimentos embalados por padrão.

Como cultivar PANC?

PANCs podem ser cultivadas em casa.

Cultivar plantas domésticas comestíveis requer luz, água e nutrientes. Vamos as dicas:

• Encontre um recipiente que tenha orifícios de drenagem ou nos quais você possa fazer orifícios;

• Adicione as sementes ou transplante uma planta inicial e umedeça o solo;

• Se estiver usando sementes, cubra com filme plástico e coloque-o em uma área quente;

• Mantenha úmido e remova o invólucro após o início da germinação.

• As plantas maduras devem estar cheias, principalmente para exposições ensolaradas.

• A colheita dependerá da planta comestível em que você estiver cultivando.

•A polinização manual também pode ser necessária.

Verifique a embalagem ou o rótulo das sementes para determinar quando colher.



REFERÊNCIA

https://institutokairos.net/wp-content/uploads/2017/08/Cartilha-Guia-Pr%C3%A1tico-de-PANC-Plantas-Alimenticias-Nao-Convencionais.pdf

O que fazer com embalagens de cosméticos?

Você sabe o que fazer com as embalagens dos cosméticos que você não usa mais?

Quando pensamos em reduzir o consumo de plástico e iniciar uma mudança, as primeiras tarefas que implementamos são usar sacolas e garrafas reutilizáveis ​​ou evitar lâmpadas descartáveis, no entanto não consideramos os recipientes de nossa maquiagem ou cuidados pessoais. 

Pode parecer difícil ter um cosmético ou rotina de beleza consciente, mas não é impossível. Portanto, neste post darei algumas dicas que você pode implementar, se você escolhe opções sem plástico, reutiliza ou recicla, o essencial é evitar. Mas saiba o que fazer com essas embalagens.

O cuidado com os seus cosméticos

Cosméticos embalados em vidro, como perfumes ou alguns hidratantes podem ser esvaziados e depositados no recipiente verde, que é o correto, e não na lixeira doméstica. 

Mas a verdade é que a maioria dos cosméticos, com custos mais baixos é apresentada hoje em embalagens plásticas. 

Felizmente, existem muitas marcas que estão começando a colaborar para reduzir o uso de plástico nas embalagens dos nossos produtos mais comuns e optar por ingredientes que não agridem o meio ambiente. 

L’ Occitane – Mais do que uma Marca: Uma história de compromissos

Um exemplo é a marca francesa L´Occitane, que conseguiu reduzir 90% do plástico usado anteriormente, criando recipientes recarregáveis. É o caso também de Garnier que oferece uma de suas linhas de cabelo em Recipientes 100% recicláveis, feitos com 25% de plástico reciclado.

Por isso, aos poucos você pode ir mudando essa rotina. Escolha produtos sólidos, sem embalagem ou a granel.

Marcas de cosméticos estão de olho na sustentabilidade

Diversas empresas estão inserindo novas formas de produção em seus cosméticos.

Existem várias marcas no mercado que se juntaram à ideia de evitar embalagens plásticas e vender alguns de seus produtos, como sabonetes, xampus ou produtos de limpeza facial de forma sólida.

Várias lojas em todo o país que vendem alimentos sem sacolas ou plásticos e, ultimamente, também estão implementando produtos de higiene pessoal. Como conselho recomendo que olhe na embalagem a forma de produção, se é livre de crueldade, entre outros.

Dicas para colocar em prática sobre embalagens de cosméticos

Embalagens de produtos cosméticos devem ser descartados de forma correta.

Devolver os recipientes

Uma boa opção é devolver as embalagens depois que você os terminar, algumas marcas incorporaram esse processo recentemente. Você termina de usar o produto, limpa os resíduos, remove a embalagem e as leva para as lojas correspondentes.

A Body Shop implementa essa modalidade onde você pode devolver embalagens de papelão, vidro e PET 1 em seus pontos de venda. Se você tiver mais de três, eles lhe darão um creme para as mãos.

Reutilize sua embalagem

Dar as suas embalagens um novo uso é uma boa opção. Por exemplo, limpe os recipientes das máscaras para os cílios e encha-os com óleo de mamona, use o pincel para pentear as sobrancelhas ou a raiz do cabelo. Use um recipiente de creme para guardar seus aros ou pequenas joias. Existem várias ideias na web para inspirá-lo.

Recicle a embalagem

Outra boa alternativa é reciclá-los. O importante é identificar de que tipo de material o recipiente é feito. Existem muitos pontos no país onde podemos deixar papelão, vidro e vários tipos de plásticos, dos quais normalmente são feitos.

Se a embalagem for de plástico, identifique qual tipo, para facilitar a localização do número ou da sigla, 1 é PET, 2 e 4 é HDPE, 5 é PP, 6 é PS e 7 são outros. É necessário limpar os restos do produto, remover as etiquetas e as tampas correspondentes.

Sobre as embalagens: o que você precisa saber

Recipientes de plásticos ainda são muito comuns em produtos de cosméticos.

Sobre embalagens existem diferentes símbolos relacionados à embalagem do produto. 

  • O anel Möbius: este símbolo indica que a embalagem de um produto pode ser reciclada. A porcentagem dentro das setas que aparece em alguns casos significa a quantidade de produto reciclável.
  • É um dos símbolos que causa mais confusão, pois a primeira coisa que o consumidor pensa é que o material com o qual foi fabricado é reciclável. Mas o verdadeiro significado é que o fabricante cumpriu a legislação sobre embalagens e resíduos de embalagens, o que garante que os materiais utilizados sejam respeitadores do meio ambiente.
  • Materiais: Esses símbolos indicam o material com o qual o recipiente foi fabricado. Os mais comuns são PET ou PETE (tereftalato de polietileno), LDPE (polietileno de baixa densidade), PP (polipropileno) e HDPE (polietileno de alta densidade).

Na lista dos materiais recicláveis se encontra as embalagens biodegradáveis de fibra de coco, de papel reciclado, entre outras. É preciso se atentar a essas questões quando for realizar a sua compra.

E também verificar o comprometimento da empresa com o meio ambiente. Infelizmente existem marcas de cosméticos que testam em animais, e para isso é necessária uma pesquisa do produto antes de consumir.

Então…

O importante é que, no momento de fazer sua próxima compra, você não apenas considere a forma de produção, mas também que a embalagem seja ecológica, que possa ser devolvida ou finalmente reciclada para que você saiba se deve investir nesse produto. 

Outra boa opção é fazer sua própria maquiagem, existem muitas maneiras de criar uma sem tantos ingredientes.

Portanto, acredito fielmente que pequenas mudanças fazem a diferença. O essencial é estar ciente do que compramos e do seu impacto no meio ambiente. Esperamos que as marcas cooperem com esse problema ou que pelo menos outras participem da devolução de suas embalagens.

Pequenas mudanças podem fazer a diferença para um planeta mais sustentável. E nossas escolhas tem uma importância nesse sentido. Uma dica é também optar por produtos básicos biodegradáveis. É o caso dos produtos da GreenFrog que são feitos de papel 100% biodegradáveis

Maternidade ecológica: como cuidar do seu bebê sem criar ônus à natureza

Ser mãe é, sem dúvidas, um dos maiores desafios da mulher. Além de colocar um filho no mundo, há ainda necessidade de educar uma nova pessoa, passando a ela seus valores e crenças. Dentre eles, o da sustentabilidade, no caso das mulheres que levam o assunto a sério. Com isso, é inevitável que a questão passe pela maternidade; afinal, uma dos maiores problemas da criação de um bebê ou uma criança é justamente a insustentabilidade do todo. Portanto, se você quer entender mais sobre a maternidade ecológica, não deixe de ler esse nosso texto! Com certeza, mudará a sua percepção sobre o tema e fará com que você mergulhe de vez nesse estilo de vida.

Maternidade ecológica: por que aderir de vez à ideia

Antes de começarmos o texto de vez, é preciso entender o que é maternidade ecológica. Pois bem, o termo nada mais é do que as mães que procuram reduzir os impactos ambientais de seus filhos desde a gravidez até quando a “cria” começar a tomar as decisões por si própria. Isso é importante porque, segundo o site The Guardian, o custo ambiental de ter até uma criança é enorme – 58,6 toneladas de carbono a cada ano. Ou seja…

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Maternidade ecológica: um assunto a ser levado a sério pelas mães que se importam com a sustentabilidade do planeta.

Já sabendo agora do conceito da maternidade ecológica, a primeira pergunta que você, mãe, deve estar se fazendo é: por que aderir à ideia? Bom, os motivos não faltam, mas, para deixar mais didático, iremos listar alguns:

  • Colocar mais uma pessoa no mundo, por si só, já traz alguns impactos ambientais no curto, médio e longo prazo. Pense na quantidade de lixo que seu próprio filho irá proporcionar durante a vida. Bastante, né? Por isso mesmo, é fundamental que ele tenha desde criança os valores da sustentabilidade dentro de si.
  • Cuidar de um bebê e uma criança gera uma quantidade de lixo difícil de dimensionar. Seja com as fraldas, roupas, brinquedos e com mais um mundaréu de coisas, não dá como negar o quão insustentável é esse processo. Sendo assim, priorizar a maternidade ecológica proporcionará menos efeitos negativos ao meio-ambiente.
  • Por fim, nosso último motivo é sobre o excesso de mercadorias compradas ao longo da infância da criança. São roupas e calçados que, em pouquíssimo tempo, já não lhe servem mais, brinquedos que vão perdendo interesse conforme a idade vai passando, móveis do quarto que precisam ser trocados de acordo com o crescimento do filho, como, por exemplo, o berço.
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Tendo em vista a insustentável arte de cuidas das crianças, motivos para aderir à ideia da maternidade ecológica não faltam.

Ainda tem a questão da alimentação, do dado levantado pelo The Guardian e dentre tantas coisas… Então, como já dissemos, razões para ser uma mãe ecológica não faltam. O cerne da questão é: por onde começar?! Se você tem também essa dúvida, tenha calma, pois falaremos justamente sobre isso agora!

Por onde começar com a maternidade ecológica?!

Começar com a maternidade ecológica é, no final das contas, muito mais simples do que você possa imaginar. As decisões são tomadas desde a gravidez, onde a mãe precisa ter consciência de suas escolhas que envolvem desde o enxoval até as fraldas que serão utilizadas. Então, papel e caneta nas mãos e anote as dicas abaixo porque elas, com certeza, farão toda a diferença nesse seu processo em prol da sustentabilidade do meio-ambiente.

1) Enxoval

Uma das primeiras coisas que uma mãe faz logo quando descobre a gravidez é comprar o enxoval. O ato, que parece ser tão simples, pode causar vários transtornos ao meio-ambiente, que incluem até mesmo os impactos da indústria têxtil, que já comentamos nesse texto aqui.

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Reutilize os itens do enxoval de outras mães ou priorize em adquirir um sustentável para seu filho.

Pois bem, se você deseja ter uma maternidade ecológica, então a dica que nós te damos a respeito do enxoval é reaproveitar os itens de outras mães. Como deve saber, o seu tempo de vida útil é curtíssimo, não havendo problema algum em adquirir peças e móveis já usados. Mas, caso você não encontre ninguém vendendo, ou seja, resistente à ideia, então compre um enxoval sustentável, que priorize materiais naturais, fornecedores locais e produtos ecológicos.

2) Fraldas

Aqui a questão é polêmica. Que a fralda é um grande facilitador para os pais, isso ninguém pode contrariar. No entanto, já parou para pensar na quantidade imensa de fraldas utilizadas ao longo da vida dos seus filhotes? Pois é… Estima-se que o seu bebê deve usar, em média, 4.110 unidades até os 2 anos de idade. Agora mentalize isso indo para o lixo… Assustador, não é mesmo?!

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Dê preferência às fraldas de pano, caso tenha tempo para lavá-las, por serem reutilizáveis.

Então, dentre as opções para evitar o problema relacionado com o descarte das fraldas, existe a alternativa de pano, que basta lavá-la e reutilizá-la. Além de ser mais sustentável, é também muito mais econômico, pois você compra uma única vez e pronto! Todavia, há quem não tenha tempo para ficar lavando fraldas. Para essas pessoas, existe a opção da fralda descartável, que se desintegra em até 5 anos versus a decomposição de 500 anos de uma fralda tradicional. Embora o custo seja maior, convenhamos que vale a pena se compararmos com o custo ambiental.

3) Roupas, acessórios e brinquedos

Outro problema que as mães passam com os filhos quando se preocupam com a sustentabilidade é a quantidade consumida de roupas, acessórios e brinquedos. Assim como já foi citado no caso do enxoval, é importante comprar itens de segunda mão, tendo em vista que, muitas vezes, eles nem usados foram. Isso porque, no calor do momento ao descobrir a gravidez, é comum os pais exagerarem na hora da compra. Não seja essas pessoas, tá certo?! Consuma com consciência e deixe um mundo melhor para seus filhos.

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Ao comprar itens para seus filhos, seja um consumidor consciente para você, seu bolso e meio-ambiente.

Repassando os valores da sustentabilidade a seus filhos

Por fim, para finalizar o nosso texto, é importante frisarmos a importância das mães (e pais, obviamente) repassarem aos filhos os valores da sustentabilidade. Quando estiverem maiores, expliquem a eles o porquê da tomada de cada decisão e como elas impactam o meio-ambiente. Ainda, não deixem de citar a importância de agir em prol do meio-ambiente inclusive para a preservação de seus futuros.

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Ensinem seus filhos desde pequenos a importância de adotar uma vida sustentável, inclusive para o bem de seu próprio futuro.

Isso, num primeiro momento, pode até parecer banal, porém é extremamente importante, caso queira que seus filhos sigam os mesmos passos que os seus no que se refere à sustentabilidade. Não tenha dúvidas: eles aprenderam não só com os seus exemplos, mas também com os seus aprendizados!

Casamento ecológico: dicas de como organizar uma festa amiga da natureza

Organizar uma festa sempre é um dilema para quem se preocupa com as questões da sustentabilidade. Desde a geração excessiva de resíduos até a questão da alimentação servida e os impactos que ela causa ao meio-ambiente, tudo precisa ser previamente planejado. Inclusive, já falamos um pouco sobre o assunto no nosso texto sobre como organizar uma festa infantil ecológica. No entanto, o buraco é muito mais embaixo quando se trata de casamentos. Por isso, se você for uma noivinha ou um noivinho que quer fazer uma cerimônia de bem com a natureza, então leia esse nosso texto sobre casamento sustentável. Com certeza, ele será uma mão-na-roda para você!

Gay, Casamento, Proposta, Lgbt, Homossexual, Orgulho

Casamento sustentável: o porquê de se preocupar com a questão

Já parou para pensar no tanto de desperdício que um casamento gera? E o tanto de resíduos então? Para entender bem o que estamos falando, vamos citar apenas das algumas coisas que tornam a cerimônia e a festa insustentáveis em termos ecológicos:

  • Flores de decoração: elas estão por tudo quanto é canto. Seja nas mesas onde os convidados se sentam, nas mesas de docinhos, na igreja, nas paredes, no hall de entrada… enfim, a verdade é que uma festa de casamento é decorada com centenas de flores que, quando tudo acabar, vão simplesmente para o lixo (e isso sem citar o próprio buquê, né?!)
  • Comidas: já viu a comida acabar em uma festa de casamento? Não né? Isso porque os buffets fazem em quantidades absurdas para que realmente não falte nada. No entanto, tudo é desperdiçado depois, pois a Anvisa proíbe a doação de comidas já preparadas sob pena de responsabilizar a empresa no caso de alguma infecção alimentar.
Noiva, Buffet, Casamento
Em um casamento, desperdiça-se uma quantidade imensa de comida, que é proibida de ser doada pela Anvisa.
  • Kit fest: em quase todo casamento, vai haver esse kit festa, que nada mais são do que aqueles acessórios carnavalescos que são entregues aos convidados durante a festa. Na hora, pode até ser divertido receber um colar havaiano ou uma tiara, mas e depois?! Pra onde vai todos aqueles itens que, em sua maioria, são feitos de plástico? Pois é… tudo vira lixo! Cruel, hein?!
  • Brindes: por fim, temos ainda a questão dos brindes. Muitas vezes, são itens totalmente desnecessários no contexto diário, sendo apenas uma lembrança da festa. Ou seja, não têm utilidade nenhuma e só são mais resíduos no planeta. Fora isso, tem os chinelos que são dados às mulheres para que elas fiquem confortáveis na festa. Pois bem, a questão é que em todo casamento há um par de chinelo – e pra onde vai a montanha de pares que vão se juntando ao longo do tempo?!

E aí, se depois de todos esses motivos, nós não te convencemos a fazer um casamento sustentável, sinceramente hein…

Como fazer um casamento sustentável?

Mas temos certeza de que você já está plenamento convicto quanto ao assunto, não é mesmo?! Por isso, nós temos as dicas que vão lhe ajudar muito nesse processo de fazer uma festa de casamento sustentável. Então, papel e caneta nas mãos e anote tudo o que falaremos a seguir. Com certeza, você nos será grato ao final do texto.

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Como organizar um casamento sustentável?! Eis a questão!

1. Decoração

Como falamos acima, um casamento é quase sempre decorado com muitas, mas muitas flores, que viram lixo logo depois da festa. E então, como reverter essa situação e fazer uma decoração para um casamento sustentável? Eis a questão!

Se você faz questão das flores, então as deixe enraizadas, possibilitando a seus convidados que as levem para a casa. Assim, elas não se tornam resíduos e ainda podem alegrar um novo ambiente. Mas, se você não se importa com a presença delas na sua festa, então use a criatividade a seu favor!

Um exemplo interessante foi o casamento da chef Renata Vanzetto, do badalado restaurante Ema de São Paulo. Ela organizou uma festa tropical e utilizou frutas para decorar. No dia seguinte, foi realizada uma mesa de café da manhã para os seus convidados com a sua própria decoração. Ideia genial, não?!

Em vez de flores, a chef Renata Vanzetto utilizou diversos abacaxis para comporem a mesa, os quais foram consumidos pelos convidados no dia seguinte no café-da-manhã.

2. Comidas

A questão da comida é, com certeza, um dos maiores desafios para realizar um casamento sustentável, porém é possível. No que tange à mesa de entrada, é possível escolher alimentos em que você leve depois para casa, como tábua de queijos, frios, pães, azeitonas e etc.

Agora a pergunta que fica é: e quanto à refeição principal, o que fazer?! Uma alternativa é servir refeições no prato ou em minis cumbuquinhas, fazendo seus convidados escolherem aquilo que quer comer e pegando apenas o que está afim. Desse modo, as comidas serão preparadas conforme a demanda e não ficarão expostas à espera das pessoas se servirem ou não.

3. Brindes

Bom, convenhamos que o kit festa é completamente desnecessário à uma festa, assim como os chinelos que são doados. Aliás, se não quiser deixar a mulherada na mão, já deixe essa observação no site do seu casamento sustentável, forçando-as a levarem os seus próprios pares.

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Uma boa lembrancinha para um casamento sustentável é dar a seus convidados um vaso com alguma plantinha ou um tempero, como alecrim e pimenta, por exemplo.

Todavia, se ainda você insiste em dar um brinde ou uma lembrancinha da sua festa para os seus convidados, então por que não escolha algo que realmente tem utilidade?! Um exemplo bacana é um vasinho com plantinha ou com algum tempero resistente, como alecrim e pimenta, por exemplo. Quem sabe assim você também já incentiva seus convidados a criar uma horta caseira?!

4. Outras dicas para um casamento sustentável

Além das dicas dadas acima, há outras importantes para fazer um casamento sustentável. Escolha sempre fornecedores e produtos locais, opte por uma alimentação orgânica e ingredientes da estação, use sementes para pássaros, folhas picadas ou pétalas para saída dos noivos, e por aí vai. E você, tem alguma sugestão para nos dar?! Se sim, então não deixe de comentar essa nossa publicação!

Transporte verde: 5 benefícios da bicicleta para o meio-ambiente e você

Em uma de nossas publicações, falamos sobre o transporte verde e as melhores opções sustentáveis de mobilidade urbana. Dentre elas, citamos a bike, que provavelmente é o transporte verde mais popular no Brasil. Além de ter um ótimo custo x benefício, é preciso reforçar a importância de aplicativos de mobilidade urbana, como a Yellow, que passaram a disponibilizar bicicletas próprias pelas ruas a um pequeno preço por minuto. Então, para se convencer de vez à ideia de usar a magrela no seu dia-a-dia, fizemos esse texto para você que fala justamente sobre os benefícios da bicicleta tanto para a sua vida e para o meio-ambiente.  

Os impactos negativos do uso do carro

Antes de citarmos os benefícios da bicicleta, é importante destacarmos os motivos de usá-la ou qualquer outro transporte verde no seu dia-a-dia. Sem falarmos sobre isso, o texto ficaria incompleto e é fundamental que saiba os impactos negativos do uso de um veículo próprio. Bora lá?!

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Antes de citarmos os benefícios da bicicleta, é importante destacarmos os impactos negativos do uso de um veículo próprio.
  • De acordo com a doutora Evangelina Vormittag, especialista em patologia clínica e microbiologia, idealizadora e diretora presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, houve, em 2011, 4.655 mortes na cidade de São Paulo por consequência de doenças cardiorrespiratórias e de câncer do pulmão, como resultado da poluição atmosférica, ou seja, de material particulado liberado principalmente pelos carros.
  • Só na cidade de São Paulo, os veículos são os responsáveis por 90% da emissão de poluentes, ocasionando em adoecimento e mortes, como já citados acima.
  • O uso excessivo do carro acarreta uma maior emissão de diversos poluentes ao meio ambiente, tais como: NO2, CO, SO2, hidrocarbonetos, material particulado. Além disso, nas cidades, os carros são responsáveis pela emissão de 40% de gases de efeito estufa, mais especificamente o CO2.
  • Alguns dos poluentes liberados pelo uso do carro podem ocasionar danos à vegetação, deterioração da visibilidade e a contaminação do solo e da água. Também pode haver a contaminação do solo e dos lençóis freáticos pelo vazamento de combustíveis em postos de abastecimento. 
  • Segundo o relatório “Perspectivas Ambientais para 2050: as consequências da inação, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”, se não houver a implementação de novas medidas ou políticas em relação à poluição atmosférica, a qualidade do ar continuará a se deteriorar, até que por volta de 2050, a poluição por material particulado e ozônio será a principal causa de morte relacionada ao meio ambiente.
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A situação do carro é crítica tanto para o meio-ambiente como para a nossa saúde, sendo fundamental o uso do transporte verde para reverter essa questão.

Crítica a situação dos carros em relação ao meio-ambiente, não é mesmo?! Aliás, não só para o meio-ambiente, mas também para a nossa saúde como um todo. Então, que tal mudarmos de postura e comportamento e aderir de vez à ideia do transporte verde?!

Os benefícios da bicicleta: por que aderir ao uso da magrela?!

Tendo em vista tudo o que já falamos acima, os transportes verdes estão ganhando cada vez mais espaço e força nas grandes cidades. Dentre eles, a bicicleta deixou de ser apenas lazer e esporte para voltar a ser meio de transporte e, dessa forma, torna-se uma excelente alternativa de locomoção. E aí, que tal saber mais sobre os benefícios da bicicleta, hein?!

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Os benefícios da bicicleta: o porquê de usar esse transporte verde no seu dia-a-dia.

1. Emissão zero de CO2

Como dissemos, os carros são responsáveis pela emissão de 40% de gases de efeito estufa, como o CO2, mas, ao optar pela bicicleta como transporte, você deixa de emitir qualquer um desses poluentes.

2. Economia financeira

Outro dos diversos benefícios da bicicleta é justamente o fato deste meio de transporte ser um ótimo aliado ao seu bolso. Além de não consumir gasolina, o que faz com que você reduza muito os seus gastos diários, o custo do investimento de comprar uma bicicleta é muito mais em conta do que de um veículo.

3. Chega de trânsito

Ok que andar de bicicleta normalmente demora mais do que ir aos lugares de carro, mas, quando houver aqueles trânsitos intransitáveis, você vai eternamente lhe agradecer por ter uma bike nas mãos.

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Ao optar em utilizar a bike como transporte para o seu dia-a-dia, você com certeza irá eternamente lhe agradecer por esta escolha ao se deparar com os trânsitos intransitáveis na hora do rush.

4. Mais saúde no seu dia-a-dia

Que exercícios físicos melhoram a saúde da gente, isso ninguém pode discordar. Então, que tal fazer aquele combo 2 por 1 e aproveitar o tempo do seu deslocamento para se exercitar andando de bike, hein?! Com certeza, esse é um dos grandes benefícios da bicicleta.

5. Menos lixo

Vocês sabem que nós somos apoiadores fiéis do lixo zero, né?! Afinal, o que não faltam no nosso blog são textos sobre o assunto, como esse aqui. Pois bem, a bicicleta, além de melhorar a qualidade de vida de toda a população, é feita com poucas peças e pouco material, sendo tudo facilmente reciclável. Perfeita, sem defeitos, não?!

6. Transforma a relação entre o indíviduo x ambiente

Com certeza, um dos benefícios da bicicleta que poucas pessoas levam em consideração, mas que é inegável, é a relação construída entre o indíviduo vs. o ambiente em que está. Andar de bicicleta aumenta a sensação de ser parte ativa da cidade – repare bem que os ciclistas, normalmente, possuem um comportamento ativista perante o lugar em que residem.

Além disso, ao optar pela bike, você precisa ficar mais atento onde está andando. Com isso, passa a explorar cada canto da cidade, notando cada detalhe que ela oferece. Ou seja, ao demandar a atenção dos ciclistas, faz com que eles estejam atentos à cidade que moram, o que é uma atitude transformadora! 

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Os benefícios da bicicleta são infindáveis – basta você desapegar de vez da ideia do carro e se jogar de cabeça nesse novo tipo de mobilidade urbana.

Que tal, hein?! Ficou convencido dos benefícios da bicicleta?! Se sim, então não perca mais tempo e invista já na ideia. Pode ter certeza de que o meio-ambiente, assim como sua saúde e seu bolso, irão lhe agradecer para todo o sempre! E até o nosso próximo texto! Não deixem de nos acompanhar!

O pequeno grande vilão: o microplástico

Se tem uma coisa que podemos falar sobre o nosso blog é que somos incansáveis em alertar os nossos leitores a respeito dos impactos ambientais causados pelos plásticos. Não à toa, buscamos agir ativamente e trazer soluções à questão, como é o caso do nosso canudo biodegradável. Mesmo assim, considerando os nossos inúmeros esforços em apontar os danos deste material ao meio-ambiente, é inegável que o assunto precisa ser constantemente discutido, ainda mais tendo em vista à existência de um pequeno grande vilão que a maioria negligencia: o microplástico.

Os perigos do plástico e a problemática do microplástico.

Não há dúvida de que o plástico é um dos grandes desafios do planeta. De baixo custo e de praticidade altíssima, tornou-se, praticamente, onipresente no consumo diário. Seja nas embalagens dos produtos que você compra, seja no canudo ou nos talheres descartáveis, seja na sacola plástica do supermercado, seja até mesmo no cotonete: o plástico está, definitivamente, em todo lugar! 

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O pequeno grande vilão do meio-ambiente que a maioria negligencia: o microplástico.

No entanto, embora o material tenha as qualidades acima apontadas, são imensos os impactos ambientais que o plástico proporciona ao mundo. Além de levar em torno de 200 anos para se decompor integralmente, ou seja, para desaparecer no planeta, estima-se que apenas 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso. Ou seja, é um enorme dano ao meio-ambiente cujo custo x benefício é altíssimo.

O buraco fica ainda mais embaixo quando falamos sobre o microplástico. No nosso texto sobre como passar um carnaval sustentável, rapidamente citamos o quão problemática é a questão. Isso porque, além de ter todos os impactos ambientais de um plástico tradicional, o fato do microplástico ter um tamanho muito reduzido faz com que seja possível de recolhê-lo, sendo, então, carregado pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática.

O que são os microplásticos

Os microplásticos nada mais são do que minúsculas partículas plásticas, que medem entre 1 e 5 milímetros. Sua origem é o mau descarte de material plástico, que vai se decompondo com os efeitos naturais soltando as micropartículas; lavagem de roupas de fibras de plástico como o poliester; vazamento de matéria primária de plástico, tintas, cosméticos esfoliantes industriais, glitter, entre muitos outros.

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Pois é, até mesmo o glitter, um microplástico que no carnaval parece ser tão inofensivo, causa um dano enorme ao meio-ambiente.

Como já falamos acima, o destino final desse material é, muitas vezes, os mares e os rios. Com isso, esse microplástico está sendo ingerido por animais aquáticos, prejudicando toda a cadeia alimentar e colocando diversas espécies em perigo. Aliás, dentre essas espécies, o próprio ser humano, uma vez que estamos digerindo indiretamente o microplástico quando comemos peixes e frutos do mar. E aí, já parou para pensar nisso?!

Mas calma que ainda tem mais…. O microplástico não está apenas na nossa alimentação, como também no ar que respiramos, na água que bebemos, nas roupas que vestimos e em tantos outros lugares. E não há nem como contestar isso, porque o pesquisador austríaco Philipp Schwabl já confirmou o que muitos desconfiavam: sim, o plástico está chegando ao intestino humano.

Logo, não é de se espantar a afirmação de que a presença de microplásticos no organismo humano está afetando diretamente a nossa saúde. Além de haver o risco óbvio de se absorver produtos químicos tóxicos e patógenos por meio da ingestão indireta do material, essas pequenas substâncias são acumuladas no trato gastrointestinal, interferindo na resposta imunológica do intestino.

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Tendo em vista os diversos danos ambientais, assim como para a nossa saúde, já está mais do que na hora de eliminarmos de vez o plástico de nossas vidas.

E para você não ter mais dúvidas a respeito da gravidade do microplástico, existem estudos com animais que mostram que partículas do material são capazes de entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático e de atingir até o fígado. Além disso, também demonstraram que o microplástico pode causar danos intestinais, alteração nas vilosidades intestinais, distorção da absorção de ferro e estresse hepático. Ou seja, já está mais do que na hora de eliminarmos de vez o plástico de nossas vidas, não é mesmo?!

E então, o que fazer?!

Diante de tudo que já falamos sobre o microplástico, não há dúvidas de que é preciso sim mudarmos o nosso comportanto tanto em prol do meio-ambiente como em prol da nossa própria saúde. Por isso, fica a questão: o que fazer agora?! Se você não sabe, fique tranquilo porque daremos as dicas agora mesmo! Bora lá?!

1) Diminua o plástico na sua vida: é, com certeza, a dica mais óbvia de todas, mas não tem jeito. A redução do consumo do material se faz mais do que importante – ela é necessária. Para isso, seja um adepto do lixo zero como estilo de vida. No nosso blog, há diversas publicações que irão lhe ajudar no processo.

Não tem jeito: para mitigar a problemática do microplástico, é fundamental reduzir o consumo do plástico em geral.

2) Troque os tecidos de fibra sintética, por algodão orgânico: além do fato de que, ao fazer essa troca, você estará reduzindo o consumo de plástico, há outros detalhes importantes sobre a indústria têxtil que você precisa saber. Para entender mais, não deixe de ler o nosso texto sobre moda sustentável.

3) Reutilize tudo que puder e dê novos significados aos objetivos, utilizando o conceito de upcycling a seu favor.

4) Opte por materiais biodegradáveis, que, dentre 90 dias, já não estarão mais no mundo, como é o caso do papel ou plástico feito com resíduos de mandioca.

5) Recicle, recicle e nunca deixe de reciclar! E sempre opte por materiais que são mais fáceis de serem reciclados, como o aluminío, por exemplo, que chega a ser mais de 90% do seu material reciclado no Brasil.

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Mais de 90% do aluminío consumido no Brasil é reciclado, então sempre opte por estes materiais em vez de plástico.

E aí, ficou convencido em largar de vez o uso de plástico, tendo em vista que a questão pode ser ainda mais problemática graças à existência do microplástico?! Se sim, então junte-se à força e faça desse mundo um lugar melhor para nós e para as nossas futuras gerações.