O pequeno grande vilão: o microplástico

Se tem uma coisa que podemos falar sobre o nosso blog é que somos incansáveis em alertar os nossos leitores a respeito dos impactos ambientais causados pelos plásticos. Não à toa, buscamos agir ativamente e trazer soluções à questão, como é o caso do nosso canudo biodegradável. Mesmo assim, considerando os nossos inúmeros esforços em apontar os danos deste material ao meio-ambiente, é inegável que o assunto precisa ser constantemente discutido, ainda mais tendo em vista à existência de um pequeno grande vilão que a maioria negligencia: o microplástico.

Os perigos do plástico e a problemática do microplástico.

Não há dúvida de que o plástico é um dos grandes desafios do planeta. De baixo custo e de praticidade altíssima, tornou-se, praticamente, onipresente no consumo diário. Seja nas embalagens dos produtos que você compra, seja no canudo ou nos talheres descartáveis, seja na sacola plástica do supermercado, seja até mesmo no cotonete: o plástico está, definitivamente, em todo lugar! 

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O pequeno grande vilão do meio-ambiente que a maioria negligencia: o microplástico.

No entanto, embora o material tenha as qualidades acima apontadas, são imensos os impactos ambientais que o plástico proporciona ao mundo. Além de levar em torno de 200 anos para se decompor integralmente, ou seja, para desaparecer no planeta, estima-se que apenas 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso. Ou seja, é um enorme dano ao meio-ambiente cujo custo x benefício é altíssimo.

O buraco fica ainda mais embaixo quando falamos sobre o microplástico. No nosso texto sobre como passar um carnaval sustentável, rapidamente citamos o quão problemática é a questão. Isso porque, além de ter todos os impactos ambientais de um plástico tradicional, o fato do microplástico ter um tamanho muito reduzido faz com que seja possível de recolhê-lo, sendo, então, carregado pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática.

O que são os microplásticos

Os microplásticos nada mais são do que minúsculas partículas plásticas, que medem entre 1 e 5 milímetros. Sua origem é o mau descarte de material plástico, que vai se decompondo com os efeitos naturais soltando as micropartículas; lavagem de roupas de fibras de plástico como o poliester; vazamento de matéria primária de plástico, tintas, cosméticos esfoliantes industriais, glitter, entre muitos outros.

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Pois é, até mesmo o glitter, um microplástico que no carnaval parece ser tão inofensivo, causa um dano enorme ao meio-ambiente.

Como já falamos acima, o destino final desse material é, muitas vezes, os mares e os rios. Com isso, esse microplástico está sendo ingerido por animais aquáticos, prejudicando toda a cadeia alimentar e colocando diversas espécies em perigo. Aliás, dentre essas espécies, o próprio ser humano, uma vez que estamos digerindo indiretamente o microplástico quando comemos peixes e frutos do mar. E aí, já parou para pensar nisso?!

Mas calma que ainda tem mais…. O microplástico não está apenas na nossa alimentação, como também no ar que respiramos, na água que bebemos, nas roupas que vestimos e em tantos outros lugares. E não há nem como contestar isso, porque o pesquisador austríaco Philipp Schwabl já confirmou o que muitos desconfiavam: sim, o plástico está chegando ao intestino humano.

Logo, não é de se espantar a afirmação de que a presença de microplásticos no organismo humano está afetando diretamente a nossa saúde. Além de haver o risco óbvio de se absorver produtos químicos tóxicos e patógenos por meio da ingestão indireta do material, essas pequenas substâncias são acumuladas no trato gastrointestinal, interferindo na resposta imunológica do intestino.

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Tendo em vista os diversos danos ambientais, assim como para a nossa saúde, já está mais do que na hora de eliminarmos de vez o plástico de nossas vidas.

E para você não ter mais dúvidas a respeito da gravidade do microplástico, existem estudos com animais que mostram que partículas do material são capazes de entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático e de atingir até o fígado. Além disso, também demonstraram que o microplástico pode causar danos intestinais, alteração nas vilosidades intestinais, distorção da absorção de ferro e estresse hepático. Ou seja, já está mais do que na hora de eliminarmos de vez o plástico de nossas vidas, não é mesmo?!

E então, o que fazer?!

Diante de tudo que já falamos sobre o microplástico, não há dúvidas de que é preciso sim mudarmos o nosso comportanto tanto em prol do meio-ambiente como em prol da nossa própria saúde. Por isso, fica a questão: o que fazer agora?! Se você não sabe, fique tranquilo porque daremos as dicas agora mesmo! Bora lá?!

1) Diminua o plástico na sua vida: é, com certeza, a dica mais óbvia de todas, mas não tem jeito. A redução do consumo do material se faz mais do que importante – ela é necessária. Para isso, seja um adepto do lixo zero como estilo de vida. No nosso blog, há diversas publicações que irão lhe ajudar no processo.

Não tem jeito: para mitigar a problemática do microplástico, é fundamental reduzir o consumo do plástico em geral.

2) Troque os tecidos de fibra sintética, por algodão orgânico: além do fato de que, ao fazer essa troca, você estará reduzindo o consumo de plástico, há outros detalhes importantes sobre a indústria têxtil que você precisa saber. Para entender mais, não deixe de ler o nosso texto sobre moda sustentável.

3) Reutilize tudo que puder e dê novos significados aos objetivos, utilizando o conceito de upcycling a seu favor.

4) Opte por materiais biodegradáveis, que, dentre 90 dias, já não estarão mais no mundo, como é o caso do papel ou plástico feito com resíduos de mandioca.

5) Recicle, recicle e nunca deixe de reciclar! E sempre opte por materiais que são mais fáceis de serem reciclados, como o aluminío, por exemplo, que chega a ser mais de 90% do seu material reciclado no Brasil.

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Mais de 90% do aluminío consumido no Brasil é reciclado, então sempre opte por estes materiais em vez de plástico.

E aí, ficou convencido em largar de vez o uso de plástico, tendo em vista que a questão pode ser ainda mais problemática graças à existência do microplástico?! Se sim, então junte-se à força e faça desse mundo um lugar melhor para nós e para as nossas futuras gerações.

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