Ecofelicidade: o equilíbrio entre você, o outro e a natureza

Você já parou para refletir o que é felicidade para você?! Se não, faça esse interessante exercício e perceba que o conceito varia de pessoa para pessoa. Para uns, a felicidade é o fim; para outros, o caminho. Para alguns, é a solitude, enquanto que, para outros, é a comunhão. Uns se contentam com menos; outros, com mais. E por aí vai… A grande verdade é que estamos constantemente em busca da tal felicidade, mas são poucos que sabem dizer como atingi-la em sua plenitude. De qualquer forma, atualmente existe um termo que está aí para trazer uma nova percepção do tema: a ecofelicidade. E aí, pronto para descobrir uma nova abordagem sobre o assunto?!

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Ecofelicidade: um novo olhar sobre o conceito da felicidade.

Ecofelicidade: um novo conceito relacionado à felicidade em comunhão com a sustentabilidade

Como deu para perceber na nossa introdução, o conceito de felicidade é algo relativo. Todavia, conforme a ecofelicidade, existem três pontos de equilíbrio perfeitamente possíveis de serem alcançados e que vão aumentar o potencial individual de bem-estar, paz interior e felicidade. São eles:

  • Equilíbrio nas relações que estabelecemos com o nosso eu interior;
  • Equilíbrio nas variadas relações que exercemos, diariamente, com o outro; e
  • Equilíbrio nas relações que estabelecemos com o ambiente em que estamos inseridos e garante a sobrevida humana.

Segundo afirma Alfredo Cordella, presidente da ONG Rede Cidadania e criadora do termo ecofelicidade, o sentido do prefixo eco tem raízes lá atrás, quando ecologia passou a ser entendido como a ciência das relações que estalecemos com a nossa casa. A partir daí, juntou o entendimento de felicidade, que, para a ONG, é conquistada por meio do equilíbrio, formando, então, a ecofelicidade.

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Conforme a ecofelicidade, existem três pontos de equilíbrio perfeitamente possíveis de serem alcançados e que vão aumentar o potencial individual de bem-estar, paz interior e felicidade.

O conceito é tão recente que em novembro de 2019, tendo em vista dar mais holofote ao assunto, a ONG lançou o movimento Ecofelicidade e organizou o primeiro congresso sobre o tema na cidade de Santos. Dentre as atividades realizadas no evento, houve a conferência sobre “A neurociência e a compreensão dos estados de felicidade”, além de uma mesa de debates com o tema “A sacralização do meio ambiente: uma estratégia de sobrevivência”, que busca estimular uma reflexão sobre a importância de considerarmos o nosso meio ambiente como um espaço sagrado.

Os três pontos de equilíbrio da ecofelicidade

No nosso texto sobre minimalismo, nós refletimos sobre a felicidade, questionando se o excesso de consumo realmente te faz feliz e satisfeito. De certo modo, a ecofelicidade está alinhada com este conceito, mas ela vai ainda além. Para a sua melhor compreensão, vamos debruçar mais a respeito sobre os seus três pontos de equilíbrio.

1. Equilíbrio consigo mesmo

Também chamado de equilíbrio interior, esse ponto da ecofelicidade diz respeito ao autoconhecimento. Como ser verdadeiramente feliz se você sequer se conhece?! Ou sequer se observa e sabe quais são suas angústias e anseios?! Pois é, parece um pouco improvável atingir a felicidade sem saber responder essas questões… Aliás, pessoas que perdem esse equilíbrio consigo mesmo acabam perdendo na mesma proporção o valor que dão à vida. Já parou para pensar nisso?!

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No Butão, o país mais feliz do mundo, o bem-estar da sua população está acima de suas questões financeiras.

Conhecer a si mesmo e saber o que realmente deseja é um grande passo para nosso desenvolvimento enquanto seres humanos. Estar em contato com o corpo, a saúde e a vida de forma leve, prazerosa e despida de pré-julgamentos, máscaras e padrões sociais, é um dos principais fatores que nos fazem atingir de fato a felicidade. Não à toa, o Butão é considerado o país mais feliz do mundo justamente porque o bem-estar da sua população está acima do próprio dinheiro, havendo, inclusive, um novo elemento na sua economia, a Felicidade Interna Bruta.

2. Equilíbrio com o outro

Nesse ponto da ecofelicidade, afirma que bons relacionamentos colaboram para fazer com que as pessoas sejam mais felizes. Mas não só isso! Questões como empatia, sororidade, gratidão, respeito e tolerância são extremamente importantes na construção desse relacionamento com o outro, mas que, muitas vezes, são esquecidas e deixadas de lado.

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Questões como empatia, sororidade, gratidão, respeito e tolerância são extremamente importantes na construção do relacionamento com o outro.

Importante ressaltar que a comunicação é o principal meio para se resolver conflitos e conectar as pessoas de forma mais empática, autêntica e compassiva. Por meio da conversa e da escuta ativa, são estabelecidos vínculos de confiança com as relações a nossa volta, seja de amizade, de família ou amorosa. Só assim serão estabelecidos relações de profundidade com as pessoas, o que é justamente um dos pontos de equilíbrio da ecofelicidade.

3. Equilíbrio com o meio

Por fim, mas não menos importante, a ecofelicidade aborda a questão do equilíbrio com o meio, pois todas essas relações têm como cenário o ambiente onde estamos inseridos. Aliás, é justamente aqui que vem o prefixo eco, o qual, como já falamos acima, refere-se à ecologia, que nada mais é do que a ciência das relações que estalecemos com a nossa casa – ou meio, por que não?! Então, no caso deste equilíbrio sobre o qual estamos falando, diz respeito ao buscar a harmonia do viver em sintonia com a natureza de maneira ecológica.

Segundo a ONG Rede de Cidadania, que começou com o movimento da ecofelicidade, a ideia está baseada no fato de que o desequilíbrio com o meio-ambiente nasce, na verdade, no desequilíbrio com o eu interior. Por exemplo, temos a questão do lixo, que sabemos que um de seus principais responsáveis é o excesso de consumo. E o porquê do consumir demasiadamente?! Muitas vezes, é para preencher um vazio interno que, se buscassem de fato o equilíbrio consigo mesmo, poderia ser resolvido de uma maneira mais saudável tanto para as pessoas como para o meio-ambiente.

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Um dos pontos do equilíbrio da ecofelicidade é justamente com o meio em que estamos inseridos. É fundamental buscar viver em harmonia com o todo.

E você, qual é sua relação referente a esses três pontos de equilíbrio citados acima?! Considera-se equilibrado?! Se sim, então parabéns, pois você sabe o que é na pele o conceito de ecofelicidade!

Carnaval sustentável: como cair na folia sem ônus para o mundo

Passada a virada de ano, todo mundo começa a se voltar para o carnaval. Fecham viagens, começam a ir em bloquinhos, separam as fantasias e as maquiagens. É tempo de festa e de muita alegria! No entanto, o que poucos param para refletir é sobre os impactos negativos que essas festividades podem causar ao meio-ambiente. Por isso, se você é um folião consciente, veja esse nosso texto sobre como passar um carnaval sustentável.

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Quer ter um carnaval sustentável?! Então leia o nosso texto e descubra como isso é possível!

Os impactos dos carnavais ao meio-ambiente

Que o carnaval é uma delícia, isso ninguém pode negar. Parece que todo mundo fica mais feliz nessa época do ano e se joga na rua a fim de muita diversão. Diversão essa, todavia, que muitas vezes sai às custas do meio-ambiente. Pois é! Essa é a realidade nua e crua e precisamos falar mais a respeito.

Esse momento tão festivo na vida da maioria dos brasileiros é, na verdade, um prejuízo à natureza. Desde lixos e mais lixos jogados nas ruas até o glitter que pode lhe parecer inocente, porém não é, a questão é que são poucos os foliões que têm essa consciência e que passam um carnaval sustentável. Infelizmente, a grande maioria pouco ou sequer reflete sobre o assunto.

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Poucos foliões são consciente quanto aos impactos do carnaval. Seja um deles!

Para você entender de vez a gravidade do que estamos falando, é estimado que o volume de lixo gerado no Litoral durante o Carnaval pode ser cinco vezes maior do que o normal, podendo chegar a até sete vezes ou mais. Ou seja, o problema é muito maior do que a gente consegue imaginar. Pensando em exemplificar um pouco, listamos apenas 3 tópicos para gerar uma reflexão sobre as causas e consequências decorrentes desses dias festivos. Bora ver?!

  • Lixo: é inevitável a enorme quantidade de lixo gerada e, o pior, jogada na rua. Os garis fazem o que podem no seu trabalho, mas é importante ressaltar que nem todo lixo é recolhido e que muitas vezes podem cair em bueiros. A consequência disso a gente já sabe, né?! Entupimento e, posteriormente, alagamento, causando transtorno não somente à natureza, como também para toda a população.
  • Bituca de cigarro: está relacionada ao lixo, mas é importante ressaltar porque, muitas vezes, as pessoas não têm consciência da problematização que é jogar as bitucas de cigarro nas ruas. Os ônus para a natureza seguem os mesmos citados acima, com a diferença que aqui pode parecer “menos” grave aos olhos das pessoas, o que é completamente equivocado e errado.
  • Glitter: glitter é sinônimo de carnaval, né?! Não se você quiser passar um carnaval sustentável. Ele são microplásticos e, por isso, demoram séculos para se decomporem. Como não é possível recolhê-los, eles serão carregados pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática. Aí é prejuízo após prejuízo para a natureza. Para entender mais sobre o assunto, recomendamos que leia esse nosso texto sobre os plásticos.
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O glitter pode até parecer inofensivo, mas ele é um dos piores inimigos de um carnaval sustentável.

E por aí vai… a grande verdade é que a lista de impactos negativos dessa festividade ao meio-ambiente é gigante e não caberia em apenas um texto falarmos sobre todos eles. Por isso, vamos focar no que você pode fazer: passar um carnaval sustentável e fazer sua parte! Pronto para saber mais?!

Carnaval sustentável: dicas para cair na folia de maneira consciente e ecológica

Se leu até aqui e entendeu que é mais do que necessário pensar na natureza ao cair na folia e, por isso, quer algumas dicas de como passar um carnaval sustentável, então você está no lugar certo! Logo abaixo, há alguns toques que farão você ficar de bem com o meio-ambiente durante sua vida de folião. Não esqueça de anotar todos eles e caia na folia sem peso na consciência!

1) Produza menos lixo

Aqui no nosso blog, nós não cansamos de falar o quão importante é reduzir os resíduos gerados. Há, inclusive, diversos textos falando sobre o assunto, mas talvez seja mais que fundamental que você leia o nosso artigo de como sair sem produzir lixo. Ele será um super mão-na-roda para você passar um carnaval sustentável e lá contém todas as dicas essenciais. É praticamente um guia de sobrevivência na rua! Mas, só para reforçar um aspecto importante: tenha sempre um kit com copos reutilizáveis e canudos não de plástico para as emergências. Com certeza, haverá momentos em que você vai eternamente se agradecer por isso!

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Uma alternativa para os canudos de plástico são os biodegradáveis, como os vendidos pela GreenFrog.

2) Opte sempre pelos alumínios

Na nossa publicação que citamos acima, essa dica já foi dada, mas é importante ressaltar: opte sempre pelos industrializados de embalagem de alumínio, como cerveja e refrigerante em lata. Isso porque mais de 95% desse material é reciclado no Brasil, sendo o nosso país o maior reciclador de alumínio do mundo. Ou seja, quando opta pelas latinhas, sai todo mundo ganhando: você, o meio-ambiente e o catador, que é o principal responsável por essa alta porcentagem de reciclagem (mas não entraremos no mérito que isso não é escolha, mas sim uma condição social, tá?!)!

3) Esqueça o glitter tradicional e opte pelo comestível

Sabe aqueles bolos e doces super brilhosos?! Pois é, eles são feitos com pó de decoração de confeiteiro, que nada mais é do que um glitter comestível. Ele é uma ótima alternativa para quem quer ter um carnaval sustentável para chamar de seu porque não faz mal ao meio-ambiente por ser biodegradável, o que é muito diferente daquele glitter tradicional, um dos grandes vilões dessas festas. Ou seja, você pode sim brilhar muito e ainda estar de bem com a natureza!

4) Compre sua fantasia em brechós ou as alugue

Fantasia de carnaval é um item quase que dispensável no armário, sendo utilizado praticamente para apenas para esse único momento do ano. E aí que você quer mudar seu look a cada carnaval, consumindo mais e mais roupas e acessórios que serão pouquíssimos utilizados posteriormente. Então, que tal investir um tempo procurando sua fantasia ideal em brechós ou em lojas de aluguel? Consumir menos tem tudo a ver com um carnaval sustentável!

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Não compre fantasia e use criatividade para montar seu look criado pelas roupas de brechó.

E fim! É fácil ter um carnaval sustentável sem afetar a sua diversão, não é mesmo?! Então, não se esqueça: reduza o lixo (e tenha sempre um kit de emergência), opte pelas latinhas, use glitter biodegradável e não compre novas fantasias. E aí, será que você tem mais dicas para nos dar?! Se sim, então comente embaixo! Até mais!