Economia circular: entenda o que é e como funciona

Promover a transição para uma economia circular como alternativa ao atual modelo econômico linear. Mas o que exatamente é a economia circular? Quais são as razões e vantagens que impulsionam essa mudança?

O atual modelo de produção e gestão de recursos, bens e serviços que busca promover o consumo no curto prazo está colocando o planeta em uma situação insustentável.

O que é economia circular?

Um termo já vem alguns anos ganhando destaque: economia circular. Economia circular é uma expressão usada para se referir a uma economia capaz de se regenerar. Na natureza, não há lixo ou aterros sanitários: todos os elementos cumprem uma função continuamente e são reutilizados para uso em diferentes estágios

Na realidade, não estamos falando de nada de novo, pois a economia circular nada mais é do que imitar os processos que ocorrem naturalmente em nosso planeta: matéria e energia são continuamente transformadas e não há resíduos como tais, pois o que para um componente do sistema é desperdício; para outro, pode ser matéria-prima.

Existem muitos exemplos na natureza como ciclos biogeoquímicos ou processo de decomposição de folhas caídas de árvores que acabam devolvendo nutrientes e matéria orgânica à terra.

Por que optar pela economia circular?

 

Economia circular
Economia circular: o que é e vários exemplos Foto – Pixabay

 Tomando como exemplo o modelo cíclico da natureza, a economia circular é apresentada como um sistema de uso de recursos onde prevalece a redução dos elementos. E não é nada muito radical.

Por exemplo, minimizar a produção ao mínimo necessário e, quando for necessário usar o produto, apostar na reutilização dos elementos que, devido às suas propriedades, não podem retornar ao ambiente.

Em outras palavras, a economia circular defende o uso dos materiais mais biodegradáveis possíveis na fabricação de bens de consumo – nutrientes biológicos – para que eles possam retornar à natureza sem causar danos ao meio ambiente, esgotando sua vida útil.

Nos casos em que não é possível usar materiais ecologicamente corretos – nutrientes técnicos: componentes eletrônicos, metais, baterias … – o objetivo será facilitar um simples desacoplamento para proporcionar uma nova vida, reincorporando-os ao ciclo de produção e compondo uma nova peça. Quando isso não for possível, será reciclado de maneira ecológica.

Economia circular: Por que empresas estão adotando?

 Diferentemente de outros modelos econômicos em que o aspecto econômico prevalece sobre o social ou ambiental, a economia circular representa uma melhoria comum substancial para empresas e consumidores.

As empresas que implementaram esse sistema estão provando que reutilizar recursos é muito mais lucrativo do que criá-los do zero. Como consequência, os preços de produção são reduzidos, diminuindo o preço de venda, beneficiando assim o consumidor; não apenas economicamente, mas também social e ambientalmente.

Por isso é que a economia circular traz inúmeras vantagens. Aqui estão algumas:

  • As empresas que partem dos princípios da economia circular reduzem seus custos de produção porque, entre outras coisas, menos matérias-primas são usadas.
  • A diminuição no uso de matérias-primas protege o meio ambiente e está comprometida com a sustentabilidade.
  • Ao reduzir os custos de produção, o preço dos produtos também é reduzido e a pessoa que consome também economiza e contribui para o cuidado do meio ambiente natural.

Alguns exemplos práticos ajudam a exemplificar a economia circular.

  • Garrafas que se transformam em tapetes e painéis de carro. A reciclagem é uma das bases da economia circular. Cada vez mais empresas estão dedicadas à reciclagem de garrafas de PET após consumo e as transformam em diversos produtos, como esteiras e painéis de instrumentos para automóveis ou embalagem.
Economia circular
Economia circular: o que é e vários exemplos Foto – Pixabay

Pneus que se transformam em sapatos. Outro exemplo é o aproveitamento de pneus para fabricar diversos produtos, como sapato, por exemplo. 

  • Construção sustentável de casas e escritórios. Há também empresas que constroem casas e escritórios a partir de módulos de madeira fresada que duram a vida inteira.
  • Decoração com resíduos eletrônicos e plásticos. Algumas empresas que estão aproveitando dispositivos eletrônicos ou produtos de construção para auxiliar na decoração.

Em que princípios se baseia a economia circular?

Economia circular
Economia circular: o que é e vários exemplos Foto – Pixabay

Para entender a importância da economia circular, devemos primeiro considerar alguns dos problemas que a humanidade está enfrentando agora.

Uma das questões mais relevantes desses anos é certamente o superaquecimento da atmosfera causado pelo CO2 emitido principalmente para produção de energia, atividade industrial e transporte.  Por isso, a importância da economia circular.

Para implementar essa transformação ecológica, será essencial revisar as várias etapas da produção. A adoção de um modelo de economia circular significa revisar os mecanismos de criação do produto, desde o design, a produção e o consumo, até o final do ciclo de vida do produto, com vistas a economizar recursos, energia e perdas.

O que é jogado fora no decorrer da vida cotidiana ou na realização de atividades industriais terá que ser reinserido no ciclo de produção. Como já acontece na natureza, tudo deve poder ser reutilizado e regenerado. Os resíduos devem ser transformados em uma segunda matéria-prima

Como fazer compras a granel

Está aumentando o número de pessoas que estão apostando no sistema de compra e venda que nossos avós costumavam usar: compras a granel. E por isso vamos trazer nesse texto como você pode fazer compras a granel e incorporar na sua rotina esse hábito sustentável.

Comprar a granel é a nova aposta da vez. Significa consumo sustentável.

Quando vamos ao mercado, todos produtos e alimentos como bandejas de carne, peixe e frutas, saquinhos de salsicha, caixas de ovos, conservas, massas e embalagens de vegetais é embalada.

Além de serem embalagens pouco sustentáveis ​​e altamente poluentes, o prazo de validade dessas embalagens, que geralmente são jogadas diretamente no lixo após um único uso, é muito curto. 

Os números mais recentes são alarmantes e indicam que a cada 5 minutos, 2 milhões de toneladas desse resíduo são geradas em todo o mundo. 

Lixo que acaba sendo depositado nas ruas, parques e oceanos, afetando as espécies que os habitam.

No entanto, embora não seja uma tarefa simples, é possível efetuar a compra sem plástico, sem embalagem e sem embalagem descartável. Uma das soluções? A venda a granel.

Vantagens da venda a granel

Várias vantagens em comprar a granel

Ambientalismo

Provavelmente, o motivo mais importante para comprar a granel é parar de usar recipientes de plástico que na maioria das vezes são totalmente dispensáveis. 

Qual é o sentido de colocar duas tangerinas em uma bandeja plástica, embrulhada com mais plástico? 

Comprar a granel é uma ótima opção para eliminar o desperdício, mas é importante levar nossas próprias sacolas de pano, que agora podemos comprar em qualquer lugar, e não usar as de plástico que continuam a oferecer na maioria dos supermercados.

Como nossos pais e avós, mais e mais pessoas estão viajando para o passado para fazer a compra como antes. Ou sejacom suas cestas, copos de ovos e garrafas de vidroAlém de contribuir para a redução de embalagens, esse sistema de compras possui muito mais benefícios, e não apenas para o consumidor. 

Um deles é acabar com o desperdício de alimentos. A compra em peso nos permite levar para casa a quantidade exata de comida que queremos, por menor que seja.

Dessa forma, podemos desfrutar de uma dieta mais fresca, gastar menos dinheiro e evitar jogar alimentos estragados por não comê-los a tempo. Algo especialmente útil para pessoas que moram sozinhas. 

Alimentação mais saudável

A compra em massa permite que você escolha e visualize o produto que vamos consumir, pois não há pacotes que nos impeçam de verificar previamente sua qualidade e condição. 

Geralmente são alimentos crus e sazonais, para aproveitar o melhor de cada estação. A grande maioria são produtos orgânicos provenientes da agricultura agrícola da região, portanto, incentivar essa fórmula de compra se torna um grande apoio ao comércio local

Além disso, ao eliminar o processo de transporte e embalagem, produtores, distribuidores e, claro, o meio ambiente também se beneficiam.

 Zero desperdício

Mais e mais pessoas se juntam a estratégia de “lixo zero”. Um movimento que visa reduzir o número de resíduos que geramos no nosso dia a dia, com o objetivo de melhorar a sustentabilidade, viver sem plástico e buscar alternativas mais ecológicas.

Ajuda local

Embora, como dissemos, os grandes supermercados também comecem a vender a granel, se comprarmos em lojas ou mercados vizinhos, contribuiremos para melhorar a economia local e ajudaremos essas pequenas lojas a sobreviver. 

Economia

Inicialmente, quando vemos os preços de produtos a granel, como nozes, arroz ou macarrão, eles parecem caros. Mas muitas vezes é apenas porque não estamos acostumados a ver o preço por quilo. 

Também deve ser entendido que um produto de proximidade e boa qualidade não custa o mesmo que aqueles que são comprados em quantidades industriais e provêm do outro lado do mundo, por mais absurdo que possa parecer.

Valor justo

Outra vantagem de comprar o peso é que podemos adquirir apenas a quantidade necessária e não sermos obrigados a levar um pacote muito grande de um produto que provavelmente acabará no lixo porque não podemos consumi-lo a tempo. 

Além disso, comprar a quantidade certa do que precisamos nos ajudará a planejar melhor a compra e não desperdiçar produtos ou dinheiro.

Felizmente, comprar a granel é mais fácil do que nunca e há muitas lojas comprometidos com a sustentabilidade, especialmente nas grandes cidades têm inúmeras lojas que usam essa fórmula de compra e venda, e que vende uma grande quantidade de produtos orgânicos a granel – legumes, frutas e legumes, ovos ou pão.

Se as sacolas plásticas tiverem seus dias contados, é possível que em um futuro não muito distante o restante das embalagens de contaminantes alimentares também.

Estabelecimento preocupados com a sustentabilidade

E muitos estabelecimentos estão se preocupando com a sustentabilidade, e optando pela comercialização de alimentos orgânicos, ou seja, a venda a granel desse tipo de produto está intimamente ligada a um modo de vida não apenas comprometido com a sustentabilidade do tecido econômico local,  mas com o meio ambiente.

Porque comprar a granel?

  ● Sem plástico: os alimentos são exibidos a granel e os clientes trazem seus próprios recipientes. Nem todo mundo sai de casa preparado para isso, por isso é uma boa ideia deixar sacos de papel gratuitos e recipientes de vidro reciclado – ou mesmo tê-los disponíveis para venda.

● Zero desperdício: todos os alimentos definidos para expirar devem ter um destino, como um banco de alimentos.

●a aparência do estabelecimento costuma ser aconchegante, uma vez que os compradores se deparam com tantas lojas cheias de odores artificiais e plásticos. A maneira como o grão é distribuído em lojas com zero resíduos geralmente segue um padrão. 

● Esteja ciente das origens dos produtos: ter uma loja com zero resíduos significa lidar com fornecedores que têm as mesmas prioridades que você. É importante entender as certificações e visitar as fazendas dos produtores para entender os processos que eles usam.

● Produtos locais : um dos atos mais sustentáveis ​​é comprar daqueles que o rodeiam.

É sempre bom lembrar que aderindo a compras a granel você está evitando a produção desenfreada de plásticos cujo destino é simplesmente o lixo.

Apostar na compra de produtos a granel é um daqueles pequenos gestos que são um grande passo para a sustentabilidade. Um passo à frente que, curiosamente, ainda é um passo para trás para fazer as coisas como eram antes de as embalagens e os plásticos estarem fora de nossas mãos.

Além de utilizar sacos de papel é possível também optar pelos saquinhos pequenos de tecido (não sintéticos) além das ecobags. Nós da Green Frog comercializamos ecobags. Pode ser uma escolha mais sustentável para o seu dia  a dia.

Sacolas Plásticas: por que banir elas?

Falamos em outros texto porque começar a reduzir o plástico. No texto de hoje vamos falar sobre as sacolas plásticas. Elas têm sido frequentemente classificadas como um dos produto mais consumidos no planeta, mas alguns países já estão adotando medidas para banir o uso e ela pode estar com os dias contados. 

Muitos países estão debatendo o uso das sacolas plásticas

Quando se fala do movimento ambiental, o debate sobre a sua proibição é cada vez mais difundido em muitas regiões do mundo, e já existem dezenas de países que impuseram proibições parciais ou totais ao seu uso. 

Sacolas plásticas: presente em nosso dia a dia

Os sacos de plástico são, sem dúvida, um dos produtos mais característicos do século XXI. De um produto relativamente estranho, há apenas 30 anos, tornou-se presente em todos os cantos do planeta, como muitos outros produtos plásticos.

Todos os anos entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são usadas em todo o mundo, o que as torna um dos produtos mais consumidos em todo o mundo. 

Também são produzidas mais de 300 milhões de toneladas métricas de plástico, das quais aproximadamente 40 a 50% destinam-se a plásticos descartáveis ​​(garrafas, invólucros, bolsas, etc.). Em geral, o plástico representa 12% dos resíduos sólidos do mundo, portanto, não é difícil imaginar por que sua proibição se tornou um dos principais objetivos do ambientalismo.

Países que já proibiram as sacolas plásticas

Alguns países já implementaram práticas para diminuir o seu consumo.

Até o momento, 127 países já introduziram medidas restritivas ao uso de sacolas plásticas, desde a proibição total a impostos especiais, passando por restrições à sua comercialização. Em 2002, Bangladesh foi o primeiro país a proibir o uso de sacolas plásticas por causa dos problemas que causaram em seus sistemas de drenagem no meio ambiente.

Esse custo econômico, social e ambiental já está sendo sofrido e calculado. Em todos os continentes do mundo, cresce a preocupação com a produção de plásticos. 

Sua redução não é uma tarefa fácil, e há várias razões: mudar hábitos sempre leva tempo, criar consciência sobre produtos que aparentemente tornam nossa vida “mais fácil” também e, além disso, qualquer ação que tende a parar o consumo.

O plástico é uma ameaça direta ao setor de petróleo, que depende do crescimento do setor petroquímico – e da fabricação de plásticos derivados dele – para o crescimento sustentado da demanda de petróleo no mundo.

Na América Latina, estima-se um consumo anual de 24 milhões de toneladas por ano de plásticos. Desse total, os principais consumidores são Brasil e México, onde cada um contribui entre 7 e 8 milhões de toneladas por ano.

A indústria do plástico teve um forte crescimento nas últimas décadas, que foi reforçado com os diferentes usos em que é usado.. É assim que Argentina, Chile e México ocupam os três primeiros lugares do mundo, em consumo de refrigerantes per capita, deixando os Estados Unidos em quarto lugar.

Em outro exemplo, apenas o Chile consome mais de 3.400 milhões de sacolas plásticas por ano, o que é improvável para os quase 20 milhões de pessoas que vivem em seu território.

Esses números são apenas um exemplo de como a indústria do plástico começou a avançar timidamente para se tornar um objeto onipresente que leva milhares de anos para se degradar e gradualmente colonizou oceanos, vales, rios e montanhas, com desastres e consequências para a flora e fauna.

Exemplo na prática

A Alemanha pretende proibir o uso de sacolas plásticas descartáveis ​​que são oferecidas em caixas de armazenamento a partir do próximo ano, de acordo com um projeto do Ministro do Meio Ambiente.

Hoje, existem dezenas de cidades, regiões e países que perceberam o problema que essas trocas representam. E é por isso que eles implementaram regulamentos para reduzir a grande quantidade de resíduos plásticos que geram. Muitos países africanos e asiáticos, como Ruanda em 2008 ou Bangladesh em 2002, já os proibiram.

De fato, o problema das sacolas plásticas é a luta mais significativa que ocorre contra a plasticização do nosso planeta. E esses resíduos têm um tremendo impacto na natureza.

Por que sacolas plásticas poluem tanto?

Dezenas de cidades têm trabalhado em iniciativas destinadas a reduzir o consumo de sacolas.

Tudo começa no momento de sua fabricação. É muito poluente devido à sua grande necessidade de consumo de energia e ao uso de vários produtos químicos tóxicos.

Então, uma vez consumido, seu impacto também é dramático. Flutuando no mar, eles poluem gradualmente as águas e os solos e são responsáveis ​​pela morte de milhares de animais. Por exemplo, as tartarugas marinhas ingerem os sacos confundindo-os com água-viva e, em seguida, não têm capacidade para evacuá-los.

E isso não afeta apenas os animais marinhos. Na capital da Mauritânia, 70% do gado morto é o resultado da ingestão de sacolas plásticas. Obviamente, esta situação tem um impacto direto nas condições de vida da população, bem como na qualidade dos solos e da água.

E a reciclagem?

Por fim, é importante lembrar que a reciclagem de plástico ainda não pode ser considerada uma solução.  Além disso, a reciclagem de sacos plásticos de baixa densidade é muito complicada. 

Muitas vezes elas não são recicladas, mas vão diretamente para os incineradores. Portanto, a questão não é saber qual é a solução para a quantidade abismal de sacolas que usamos, mas encontrar uma maneira de parar de usá-las.

Por isso, em sua rotina você pode optar pelas sacolas de pano. Também conhecidas como ecobag, você as pode levar para todo lugar que vai. É uma opção prática para adotar em seu dia a dia.

A Green Frog tem para venda ecobag e essa pode ser uma escolha sustentável para o seu dia a dia. Elas são reutilizáveis, podem ser facilmente lavadas, e ainda suportam mais peso que as de plástico.

Dicas de horta caseira

Dica 1 – Horta Caseira – Vaso auto irrigável

Já pensou em ter uma horta caseira em casa? Pois é, essa ideia está se tornando uma realidade para muitos que se preocupam com o caminhar da indústria dos agrotóxicos. Afinal, a cada dia que se passa, há uma nova notícia sobre mais um veneno liberado para o cultivo dos nossos alimentos. E aí, como fica a nossa saúde nessa história, não é mesmo?

Refletindo sobre essas questões, muitas pessoas passaram a ter a sua horta caseira. No entanto, infelizmente, alguns ficam só na vontade e não avançam com essa ideia e desejo. O motivo? Falta de tempo! Mas essa não será mais uma desculpa para você!

Se você deseja ter uma horta caseira para chamar de sua, mas o tempo não é um forte aliado seu, então aposte nos vasos auto irrigáveis. Como o nome próprio diz, esses vasos possuem uma estrutura que eles mesmos fornecem água para as plantas conforme a sua demanda. Basta você preencher o recipiente de água e aguardar sua verdinha matar a sede até dizer chega e esvaziar tudo. Fácil, não?!

Ou seja, você que viaja, quase nunca está em casa ou que não tem o tempo a seu favor, aposte na ideia dos vasos auto irrigáveis e nunca mais terá desculpas para não produzir mais o seu próprio alimento!

Dica 2 – Horta Caseira – Começar pelos temperos

A quem queira ter uma horta caseira para chamar de sua, mas não sabe por onde começar, seja por falta de tempo ou de prática, a ideia fica só na ideia mesmo e nunca avança. Isso vai mudar agora!

Já pensou em começar a sua horta caseira pelos temperos? Fáceis de cultivar, os temperos não são tão exigentes quanto à exposição do sol, à rega e ao tipo de vaso escolhido. Claro que há a necessidade de tomar certos cuidados, afinal, os temperos são seres vivos e precisam do básico para a sua sobrevivência. No entanto, eles são um ótimo aliado a quem tem boa vontade, mas pouco contato com o mundo da horta caseira por ser bem mais tranquilo de cuidar do que o restante dos vegetais.

Se você for ter seus temperinhos, só tome cuidado com uma coisa: certifique-se de plantar as verdinhas com suas companheiras e não com suas antagônicas. Como assim?! A gente te explica!

Cada planta tem uma amiga, mas tem também uma inimiga. Ou seja, plantas “amigas” crescem melhor juntas, como é o caso do orégano, sálvia, alecrim e tomilho, mas plantas “inimigas” ou antagônicas matam umas às outras, que é o caso da hortelã e da melissa, que vivem muito bem sozinhos, obrigado. Sabendo disso, sua horta estará pronta para começar!

Dica 3 – Horta Caseira – composteira

Já pensou em transformar o seu lixo orgânico em um ótimo solo, rico em nutrientes, para sua horta caseira? Pois é, nós já demos as dicas para quem não tem tempo de cuidar, como também para quem não sabe por onde começar, mas essa dica aqui é útil inclusive para quem já está nesse mundo há um bom tempo. Prazer, eis que lhes apresento a compostagem!

Compostar nada mais é do que transformar o seu lixo orgânico em alimento para suas plantas. De lixo orgânico, entende-se aqui como sendo restos de frutas, legumes e vegetais, borra de café, saquinho de chá e até casca de ovo. Só não incluem aqui os restos de animais e seus derivados, como é o caso do queijo.

Para o processo de compostagem, basta ter uma composteira, que é basicamente um recipiente onde colocará todo o resíduo orgânico gerado. Ali, basta mexer de tempos e tempos que a natureza faz o seu serviço, transformando tudo que iria para o lixo em um ótimo adubo para sua horta caseira. Para facilitar, use e abuse das minhocas californianas. Elas irão devorar tudo o que virem pela frente e, como pode imaginar, defecarão, gerando o húmus de minhoca, um dos melhores adubos existentes no mundo!

Horta caseira: tenha uma em casa e faça do seu lixo o melhor amigo de suas plantas

Em um Brasil com a lista de agrotóxicos permitidos na agricultura só aumentando, ter uma horta caseira passou a ser uma questão a quem se preocupa em consumir menos venenos. Seja uma hortinha de temperos, vegetais, legumes e, por que não?!, frutíferas, produzir o próprio alimento é uma experiência que todos deveriam ter. E o melhor: o seu lixo pode se tornar seu melhor amigo nessa jornada. Saiba mais!

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Horta caseira é uma ótima aliada a quem deseja fugir dos agrotóxicos ingeridos por meio da alimentação

Horta caseira: por que ter uma?!

Além de ser incrível a sensação de produzir o próprio alimento, ter uma horta caseira só há benefícios. Você passa a ter maior contato com a natureza, observando todo o ciclo de vida daquilo que irá futuramente ao seu prato. Desde a muda até o amadurecimento, você acompanha todo o processo, criando laços com sua planta – o que torna tudo tão mais prazeroso.

Desse laço afetivo criado, você também passa a prestar mais atenção no que ingere. Ou seja, ter sua própria horta caseira faz com que você se alimente melhor e ainda comece a buscar por produtos alimentícios de maior qualidade. Resultado: mais saúde na sua vida. E quem não quer isso, não é mesmo?!

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Com certas artimanhas, é possível ter sua horta caseira a de maneira mais simples e fácil.

No entanto, embora muitos desejem ter seu cantinho de alimentos orgânicos, há uma grande parcela daqueles que ficam apenas na ideia. Isso porque há quem acredita que produzir seu próprio alimento vai lhe proporcionar uma demanda de trabalho que não é possível encaixar no dia-a-dia. Sim, isso pode ser verdade, mas há algumas artimanhas que torna tudo mais fácil.

Os grandes aliados para quem não tem tempo

Embora a ideia de produzir o próprio alimento possa proporcionar uma imagem um tanto quanto trabalhosa, ela não é tão verdadeira assim. Sim, cuidar da sua horta caseira necessita um pouquinho de sua atenção, mas, como já dissemos, com certas artimanhas é possível ter suas verdinhas em casa de maneira mais simples.

Por exemplo, um grande aliado a quem não tem tempo é o vaso autoirrigável. Pois é! Como o nome próprio já diz, o vaso possui uma estrutura que ele mesmo proporciona água à horta caseira conforme a sua demanda. Ou seja, o único trabalho que você terá é encher o recipiente de água desse vaso, em média, a cada semana e depois é só ficar de olho. Não tem mais fácil!

Outro grande aliado é ter em casa os verdinhos que praticamente cuidam de si só, como é o caso da grande maioria dos temperos. Além de durar por mais tempo, eles são bem mais resistentes e menos sensíveis às mudanças de clima, de exposição de sol e dentre tantas coisas que interferem diretamente no sucesso de uma horta caseira. Mas não fique triste se um dia eles forem embora: assim como todo ser vivo, os temperos também nascem e morrem.

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Os temperos é um ótimo verdinho para quem deseja começar a horta caseira e não tem tempo.

Enfim, embora haja uma lista grande de aliados a quem não tem tempo de cuidar da horta caseira, como é o caso do vaso autoirrigável e da escolha certa dos verdinhos, há um que fará toda a diferença nesse processo de produção do próprio alimento. Eis que lhe apresento a composteira!

Fazendo do seu lixo o melhor amigo da sua horta caseira

Nós já falamos da compostagem nesse artigo aqui, mas é preciso reforçar a importância desse processo, principalmente a quem deseja ter uma horta caseira. Isso porque, além de diminuir os resíduos gerados, você transformará o seu lixo em um adubo incrível para as suas plantas. Ou seja, você não deixa lixo para o mundo e, ainda, ganha um super aliado para a sua hortinha orgânica.

Mas antes de entender como funciona a compostagem, é preciso começar pelo básico. Só assim você entenderá o porquê do aderir a essa ideia de vez, principalmente se quiser realmente cair no mundo da horta caseira. Então, vamos lá!

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Composteira: amiga do meio-ambiente e da sua horta caseira

A primeira coisa que precisa saber para ter sucesso na sua hortinha é que ela precisa de, basicamente, sol, água e de uma alimentação especial de tempos em tempos. Essa alimentação, no caso, é o adubo, que pode ser de diversas formas: NPK, bokashi, húmus de minhoca, farinha de osso e por aí vai. Uma das opções, no entanto, é a terra produzida pela compostagem de seu próprio alimento.

E como isso funciona? Simples! Basta separar todo o seu lixo orgânico, incluindo cascas de ovos, e colocá-los em uma composteira feita especialmente para isso. Para acelerar o processo, um bom aliado são as minhocas californianas, que irão se alimentar desse resto de alimento e defecar, gerando o húmus de minhoca. Parece nojento, mas saiba que é um dos melhores adubos existentes!

Depois de uns dois meses em média, adicionando sempre seu resíduo orgânico à composteira e mexendo a mistura em seguida, você terá o seu próprio adubo. Ou seja, além de economizar dinheiro, você também economizará tempo, já que não será necessário ir a nenhuma área loja especializada em jardinagem. O alimento da sua horta caseira será produzido em sua própria casa!

Minhocas californianas
AS minhocas californianas auxiliam no processo de compostagem

Aí o resto é tão simples quanto. Basta colocar esse solo rico em nutrientes em cima da terra da sua horta caseira, regar e voilá! Sua hortinha estará devidamente alimentada e cuidada, sem grandes trabalhos. Ah, e não se esqueça: somente resíduos orgânicos, tá?! Nada de colocar restos de animais ou derivados de, a não ser pela casca de ovo; afinal, ninguém quer atrair bichos não desejados, não é mesmo?!

Seja feliz com sua horta caseira

Ter uma horta caseira, produzindo seu próprio alimento, é, além de um ato de “rebeldia” à indústria do agrotóxico, o maior ato auto cuidado que você poderia ter. Ingerir aquilo que suas próprias mãos produziram com muito zelo é ingerir saúde, mas é principalmente ingerir amor próprio. Sendo assim, embarque de vez na ideia da horta caseira e seja feliz! Seu corpo lhe agradece!

Minimalismo: um conceito de uma vida mais sustentável

Quem já viu o documentário “Minimalism: A Documentary About the Important Things”, disponível na Netflix, deparou-se com uma nomenclatura cada mais vez à tona nas discussões sobre um mundo mais sustentável: minimalismo. Se você não sabe o que é, leia esse texto até o final e entenderá como esse conceito pode mudar o modo como lida com sua vida de uma vez por todas – e para melhor, pode ter certeza!

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Minimalismo: um conceito de uma vida mais sustentável

O que é o minimalismo?

Antes de você entender como esse conceito pode impactar – positivamente, diga-se de passagem – na sua vida, é necessário primeiro entender sobre o que se trata, não é mesmo?! Pois bem, papel e caneta nas mãos e anote: minimalismo nada mais é do que a arte de ter menos coisas e aproveitar a liberdade que isso te proporciona. Simples assim!

Veja bem: em um mundo cada vez mais tecnológico, com redes sociais ditando o modo de viver, é inevitável que sejamos bombardeamos de gatilhos por todos os lados. Seja por meio de produtos-desejo em lançamentos ou até por digital influencers, que nos falam como devemos ser e o que devemos ter, não há como fugir dessa realidade consumista hoje em dia.

Com isso, temos o quê? Um mundo de bens materiais estocados em casa, que, muitas vezes, são pouquíssimos utilizados. E o pior – além disso, temos ainda o gatilho de querer consumir sempre mais e mais. A conta nunca fecha!

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Vivemos num mundo onde o consumir sempre mais é a regra da sociedade.

Indo mais a fundo… Desse excesso de consumo, quantas vezes você se sentiu REALMENTE feliz e satisfeito? Quantas vezes você pensou “agora basta”, mas olhou para a grama do vizinho e ela estava mais verde? Quantas vezes você se comparou com o próximo e até sentiu inveja do que ele tinha e você não?! Pois é, a verdade dói, mas ela é nua e crua.

Com isso, todo esse questionamento feito acima fez com que algumas pessoas fossem na contramão do que se prega hoje, indo de encontro com o minimalismo. Ou seja, elas passaram a consumir somente o essencial, tornando sua vida cada vez mais simples e encontrando, de verdade, a felicidade real – que não está baseada em bens materiais.

E como vivem essas pessoas minimalistas?  

Como falamos acima, as pessoas que têm o minimalismo como um estilo de vida optam por viver de maneira simples, consumindo somente o que é fundamental para a sua sobrevivência. Claro que, para sobreviver, existem os momentos de felicidade em que, muitas vezes, implicam em consumir algo. Mas entenda: o objetivo em si não é o bem material, mas sim o momento que o engloba, por exemplo.

No minimalismo, as pessoas vivem mais o ser e não o ter. Elas escolhem valorizar mais o presente e não o futuro. Optam por serem felizes com aquilo que têm e não o invejar o próximo por aquilo que não têm. Em resumo, para os minimalistas, o que importa não é transparecer felicidade e sucesso, mas sim ser de fato feliz e sucedido.

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No minimalismo, as pessoas vivem mais o ser e não o ter.

Pensemos juntos nas coisas simples da vida, como fazer as refeições em família, ter conversas com gente desconhecida, descobrindo, assim, novas realidades, comer algo que foi retirado diretamente da sua própria horta… Até colocar os pés na grama e sentir a natureza conta no minimalismo!

No entanto, é claro que, embora o minimalismo seja viver o simples, há coisas mais grandiosas que também são alimentos da nossa alma, como viajar. E isso importa sim para os minimalistas; afinal, é sobre o ser e não o ter. Viajar, por exemplo, nos permite conhecer novos lugares, culturas e até sabores. O que importa aqui é a imersão que a viagem em si proporciona – e não as fotos para o Instagram, entende?

Minimalismo: quero para a minha vida!

A ideia de ser uma pessoa minimalista não parece de todo o mal, né? Aliás, à primeira vista, até parece ser a solução de todos os nossos problemas! No entanto, embora o minimalismo possa resolver diversas questões da nossa vida, é necessário sermos honestos e compreender que não é a coisa mais simples aplicá-lo em nosso dia a dia.

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Ser minimalista é um processo difícil, porém compensador.

Mas como tudo que é de bom para a nossa vida não vem fácil, com o minimalismo não seria diferente. É difícil mesmo quebrar alguns paradigmas perante a sociedade e levar uma vida mais simples, indo na contramão do senso comum que a felicidade da nossa vida se baseia no ter e no aparentar ser. Só que, uma vez quebrados, você verá que todo seu esforço valeu a pena!

Como começar com o minimalismo

Para esse seu início na adoção do minimalismo como um estilo de vida, temos algumas dicas básicas que irão lhe ajudar no processo. Bora lá!  

1- Sempre se questione sobre o que seu coração realmente deseja e seja firme nas suas convicções – não dê ouvido aos outros e muito menos satisfações sobre as suas escolhas. A vida é sua e de mais ninguém!

2 – Desapegue-se daquilo que não te acrescenta. Aquele ditado “do que não mata, engorda” não cabe aqui! Aprender a se desapegar de bens materiais que não são mais úteis para você e tenha o mínimo necessário para a sua sobrevivência.

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Desapegue-se daquilo que não te acrescenta e viva com o essencial.

3 – Desapegou? O próximo passo é doar tudo que você separou para quem precisa. Com certeza, você se sentirá mais leve, em paz e feliz.  E isso irá ser um estímulo a mais para continuar com o minimalismo na sua vida.

4 – Busque ter mais informações sobre as pessoas minimalistas e busque entender as vantagens do minimalismo na vida delas. Indo a fundo nesse tema, você ficará bastante empolgado e com força de vontade de encarar os desafios para ter uma vida melhor. Uma dica que damos é começar pelo básico, ou seja, pelo documentário “Minimalism: A Documentary About the Important Things”, que está disponível na Netflix.

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Busque por mais informações sobre o minimalismo e entenda esse estilo de vida.

Prontinho! As dicas estão dadas e agora basta você começar a colocá-las em prática! Vá sem medo na tentativa de fazer com que o minimalismo aja na sua vida. Com certeza, não vai haver um momento que irá se questionar sobre essa acertada decisão!

Upcycling: inserindo o conceito no seu estilo de vida

Você já escutou falar em Upcycling?! Se não, saiba que o conceito está cada vez mais em alta à medida que as pessoas têm maior preocupação com o seu ato de consumo. Nesse texto, iremos falar um pouco sobre o que se trata, deixando você por dentro do assunto – e, o melhor, aplicando o upcycling no seu estilo de vida! 

Upcyclin: o que é esse termo e como ele pode ser inserido no seu dia-a-dia

Mas então, o que é Upcycling?

Em uma sociedade cada vez mais preocupada com a sustentabilidade e com o futuro das próximas gerações, o questionamento quanto às nossas ações torna-se extremamente necessário. Qual o mundo que deixaremos para os nossos filhos?!

Pensando nisso, novos conceitos vêm surgindo à medida que se muda o comportamento humano. Sustentabilidade, economia criativa, consumo consciente são alguns exemplos de termos e expressões que foram pouco a pouco sendo adicionados em nosso vocabulário.  Dentre eles, o conceito de Upcycling.

Diretamente relacionamento com o nosso modo de consumir, Upcycling refere-se ao processo de criar algo novo a partir de itens antigos, usando de materiais já existentes para melhorar os originais. Ou seja, é a reutilização de um material que, ao invés de se tornar lixo, ganha uma vida extra ao ser melhorado.

Upcycling é o processo de criar algo novo a partir de itens antigo

Por exemplo, sabe aquela sua roupa velha, que está a um passo de ser jogada fora, já que você não a usa de jeito nenhum? Pois então, ela pode se tornar a peça da vez com pequenas mudanças que você mesmo pode fazer, como alguns recortes e/ou aplicações. Pronto – aí está o Upcycling!

A roupa, que seria descartada num futuro breve, transformou-se em algo novo e utilizável por muito mais tempo. E você, além de deixar de gastar e de deixar lixo para o mundo, ganhou uma peça nova a partir do antigo. Incrível, não?!

Aliás, cuidado quando se referir ao termo Upcycling! Ele não significa reciclar, mas sim recriar! Ou seja, não estamos falando em destruir totalmente a estrutura do item antigo e, a partir do material que restou, criar um item novo, mas sim no processo que transforma materiais usados em produtos diferentes, mantendo a sua essência. No caso da roupa do exemplo acima, ela continua tendo a sua carinha, mas com um toque (ou uso) especial.

Para deixar mais fácil o entendimento, pensemos no papel reciclado. Para se chegar nesse produto, foi necessário resgatar papéis usados que seriam descartados, destruí-los e, por meio de um processo produtivo, criar novos papéis com o material que restou. Isso é reciclagem.

Origami e Upcycling: conceitos que podem têm tudo a ver

No caso do Upcycling, o que norteia o conceito é o ato de recriar. Ou seja, criar novas peças, que podem ter ou não a finalidade do item original, mas sem haver a destruição ou a descaracterização do antigo.

Continuando com o exemplo do papel, o Upcycling não criaria papéis novos reciclados, mas sim novos itens a partir do material já usado, como um origami. Ou seja, a partir de um item antigo, tem-se algo novo, mas sem que houvesse qualquer tipo de descaracterização para isso.

Quais são os seus benefícios do Upcycling?

A lista dos benefícios do Upcycling é gigante. Desde a economia financeira do seu bolso até os cuidados quanto ao meio-ambiente e à sociedade, é inquestionável que a prática desse processo só tem pontos positivos. Alguns deles estão listados abaixo. Quer ver?!

  • evita o excesso de gastos, uma vez que você passa a reaproveitar o que já tem e deixa de consumir de maneira desenfreada
  • evita o excesso de geração de lixo e de poluentes, tornando a cadeia produtiva muito mais sustentável
  • torna peças antigas em algo único e exclusivo, criando novas histórias e memórias
  • permite que sua imaginação e criatividade alcancem voos longos ao recriar novas peças a partir do antigo, podendo tornar a prática do Upcycling até em algo terapêutico
Upcycling é também como a leiteira, que perde sua função original, mas passa a ter outra finalidade.

Além desses de benefícios, há outros bacanas também, como, por exemplo, proporcionar vida longa ao couro. Já parou para pensar que, para existir o couro, houve uma vida antes? E que, para a existência dessa vida, houve desmatamento para criação do pasto e para a fabricação de ração?

E que, para se ter o couro, houve o processo de curtimento, o qual produz um chorume de produtos tóxicos que está, ao mesmo tempo, matando o meio ambiente e as pessoas que trabalham na área? Pois é, a lista de benefícios do Upcycling só nesse exemplo é longuíssima… mas não acaba por aí!

Vamos pensar também nas fast fashion… Sabia que, a cada vez que você compra uma blusinha de vinte reais, você está de maneira indireta (ou direta mesmo) incentivando a mão-de-obra escrava? Pois é!

Questionamento das Fast Fashion e a importância do Upcycling

Problemas de fiscalização do trabalho que existiram com marcas como a Zara estão aí para não deixar ninguém se enganar. Além disso, uma blusa num valor tão pequeno assim, provavelmente foi feito com material de baixíssima qualidade, não possuindo nenhuma durabilidade.

Então, em vez de gastar 20 reais em blusinhas que mal aguentarão alguns aninhos de uso, que tal questionar e repensar o consumo?! Uma alternativa para se ter peças novas é justamente utilizar-se do conceito de Upcycling e customizar as suas peças antigas. Além de deixar de gastar o seu suado dinheiro em algo que não valerá a pena, você terá um item único e exclusivo, carregado de memórias. Já parou para pensar nisso?

E como aplicar o conceito no seu estilo de vida?

Aplicar o conceito de Upcycling no seu estilo de vida é simples, mas exige que você saia um pouco da sua zona de conforto. Já demos o exemplo da customização das roupas, mas é possível ir além.

Utilizar garrafas de vidro como vasos para arranjos de flores ou garrafas pet como jardineiras, a lista é infindável. Deixe a sua imaginação fluir, use e abuse de sua criatividade, coloque a mão na massa e crie recriando. Uma vez que você fizer isso, o Upcycling nunca mais sairá da sua vida.

Mas se a criatividade não for o seu forte, take it easy! Há diversas marcas que se utilizam do conceito como propósito de valor. No entanto, saiba que é necessário desembolsar um pouco além do que está acostumado, uma vez que a produção de produtos Upcycling exige mais tempo e oferece um número reduzido de peças. Para se recordar: é muito provável que você estará levando um item único e exclusivo!

Criatividade: o item essencial para o conceito de Upcycling

E aí, animado para inserir o conceito de Upcycling no seu estilo de vida? Tenha certeza que você estará fazendo ótimas escolhas em termos sustentáveis, tanto para o meio ambiente como para o seu bolso! Então, vida longa aos nossos produtos!