Benefícios da Kombucha para sua saúde

Kombucha tem ganhado cada vez mais atenção entre ás pessoas

Já ouviu falar da Kombucha? Nós vamos falar mais sobre esse chá e quais os benefícios para a saúde. Acompanhe o texto!

O que é o kombucha?

A kombucha é uma variedade de chá fermentado de origem oriental desde a época da dinastia chinesa Tsin (212 aC), chegando mais tarde ao Japão, Índia e Rússia.

É feito fermentando o chá açucarado, através de uma cultura de leveduras e bactérias (um pré-fermento ou cultura ou kombucha, previamente preparado ou adquirido).

Conhecido como “o chá da imortalidade”, o chá kombucha prometia longevidade e bem-estar.

Hoje, o chá kombucha é apreciado por seu alto teor de vitaminas, especialmente vitaminas B, por suas propriedades probióticas e porque facilita a digestão, entre outros benefícios para a saúde intestinal e a saúde geral.

O chá Kombucha pode ser consumido apenas como uma bebida refrescante, combinada com suco de frutas ou qualquer bebida, e também como ingrediente em molhos para saladas, molhos e marinadas doces e salgadas.

Kombucha tem um leve sabor agridoce e cria uma sensação de formigamento na boca. Quanto mais o chá for fermentado (até 4 semanas), seu sabor lembrará o vinagre. Para obter um sabor mais doce, o período de fermentação deve ser mais curto (5 a 10 dias).

Benefícios da Kombucha para a saúde

1.Ajuda nas funções metabólicas do corpo

Kombucha contém vitaminas do complexo B e enzimas digestivas. As vitaminas B ajudam as funções metabólicas do corpo, como: nível de energia, saúde do coração, utilização de carboidratos, entre outras. Níveis adequados de vitamina B no corpo ajudarão a reduzir o estresse, a ansiedade e melhorar a memória. 

As vitaminas B também ajudam o corpo a desintoxicar o excesso de estrogênio, o que ajuda com os sintomas da síndrome pré-menstrual.

As enzimas digestivas ajudam a desintegrar os alimentos em moléculas menores para que os nutrientes possam ser absorvidos mais facilmente pelo organismo.

2.Desintoxicação

Kombucha possui probióticos e enzimas que promovem a desintoxicação do corpo, ajudando a melhorar a função hepática. Uma das funções mais importantes das boas bactérias do seu corpo é a desintoxicação. Como vimos é muito importante equilibrar a flora intestinal.

3.Aumentar o sistema imunológico

Alimentos e bebidas fermentados naturalmente aumentam a imunidade do corpo. Nosso sistema imunológico depende de nossa saúde intestinal, e os alimentos fermentados fornecem as boas bactérias que nosso intestino precisa. Além disso,  kombucha é rico em antioxidantes, que ajudam a aumentar a imunidade.

4.Alivia os sintomas da artrite

Kombucha contém altos níveis de glucosamina, que é uma substância que o corpo precisa para manter as articulações saudáveis. A glucosamina promove a produção de ácido hialurônico, um ácido que ajuda a preservar a estrutura da cartilagem e reduzir a dor nas articulações. 

O ácido hialurônico ajuda os tecidos conjuntivos do corpo a manter mais umidade, facilitando a lubrificação e a flexibilidade nas articulações.

O que é kombucha

Esta bebida é obtida pela simbiose entre microrganismos, ácido acético e levedura: permite o início de um processo de fermentação durante o qual a levedura transforma o açúcar em dióxido de carbono e álcool. 

Os microrganismos restantes transformam a parte restante em celulose, substância que permite o crescimento da própria kombucha, formando a massa gelatinosa.

Como o kombucha é feito

A bebida, com gás e com um sabor agridoce, é obtida da  cultura do kombucha , o  Scoby (colônia simbiótica de bactérias e leveduras), uma massa sólida de cor clara baseada em leveduras e bactérias.

De acordo com o método tradicional de preparação, a cultura é fermentada em chá preto ou chá verde adoçado por cerca de 8/12 dias em um recipiente de vidro, para evitar reações com recipientes de plástico ou metal.

O recipiente deve permanecer coberto: o ideal é um pedaço de tecido preso com um elástico, que permita a passagem do ar, mas não insetos e poeira.

Após esse período, o líquido pode ser filtrado e consumido, armazenado em frascos de vidro fechados. Da fermentação também é obtida uma nova cultura sólida, que pode ser usada para fermentação subsequente.

Uma auto-reprodução útil que evita a dificuldade de encontrar a cultura kombucha, que pode ser comprada on-line ou em algumas lojas especializadas em produtos especializados.. 

Como fazer kombucha em casa

Saiba como preparar a bebida. A receita pode variar.
  • 8 saquinhos de chá (sem sabor, sem ervas) ou 2 colheres de chá de chá a granel
  • 1 xícara de açúcar de cana puro ou açúcar de mesa branco
  • 1 SCOBY*
  • 1-2 xícaras de líquido para iniciantes
  • Frasco de vidro de 1 galão
  • Toalha de chá (ou tecido respirável) e elástico

Fazer kombucha é relativamente fácil, pois sua preparação não guarda grandes segredos. 

*Um SCOBY é uma massa espessa, emborrachada e turva que auxilia no processo de fermentação.

Apenas o cogumelo kombucha, a água (de preferência água mineral ou de fontes naturais), açúcar (de preferência cana ou panela inteira) e chá são necessários.

Para fazer isso, colocaremos o fungo em um recipiente, de preferência em uma jarra de vidro grande. 

Em todos os momentos, evitaremos o contato com o metal, pois isso pode alterar a química da mistura de maneira negativa.

Fazemos chá, que pode ser preto, verde ou qualquer outro chá, embora não seja uma variação chamada chá, mas que na verdade são outras plantas (como Rooibos, chamada “chá vermelho da África do Sul”). 

Se você estiver preparando sua bebida, adicione frutas frescas, purés de frutas, ervas ou xaropes de frutas à garrafa. 

Deixe esfriar, previamente coado e adicione o açúcar. A proporção é de 120 gramas de adoçante por litro de chá.

Uma vez que esta mistura é feita, adicionamos o cogumelo kombucha. 

Isso fará com que cresça cada vez que produzimos mais. Pode ser cortado, de preferência com uma faca de cerâmica ou similar, ou revestido, como os utilizados para que os frutos cortados não oxidem.

Ao fazer o chá de kombucha, em sua preparação, ele pode ser contaminado com outras bactérias, mas não implica nenhum risco real, pois foi demonstrado que o próprio fungo se descontamina devido às suas próprias propriedades antibióticas.

Você pode adicionar frutas para melhorar seu sabor, apesar de consumido, pois também é delicioso.

SCOBY: o que é?

Kombucha já faz parte de do cardápio de bebidas de muitos restaurantes

 

Um SCOBY é uma cultura simbiótica de bactérias e leveduras usada na produção de kombucha .

Você pode comprar um de revendedores locais ou online ou fazê-lo em casa usando kombucha cru e sem sabor e chá verde ou preto adoçado.

O risco de contaminação é baixo quando manuseado adequadamente. Ainda assim, descarte seu SCOBY se notar mofo, cheiro desagradável ou outros sinais de deterioração.

Fabricar ou comprar seu próprio SCOBY permite preparar seu próprio kombucha, oferecendo acesso constante a um tratamento refrescante e rico em probióticos .

Contraindicações da kombucha

Apesar de ser uma bebida bastante segura, o consumo de kombucha tem algumas contraindicações. 

Uma delas é a bebida levemente alcoólica, pois no processo de fermentação o açúcar acaba se transformando em substâncias etílicas.

Contém cafeína, uma vez que é feita com chá. Portanto, não é recomendado para pessoas que sofrem de insônia.

Kombucha pode causar efeitos colaterais, como diarreia, se consumido em excesso. Mas isso não é uma contraindicação, mas um apelo ao bom senso.

Outro cuidado diz respeito para dar a crianças e adolescentes, risco de contaminação pelo recipiente, pela maneira e prazo de armazenamento.

Como se trata de uma produção caseira, recomendamos que você preste muita atenção na compra e na preparação do seu kombucha.

Onde posso encontrar o kombucha?

Como seu consumo está se tornando popular, você já pode encontrar o kombucha até mesmo nos supermercados. 

Você também pode prepará-lo em casa, deixando o chá fermentar com o fungo.

Mas lembre-se de que nem todos os kombuchas são iguais: o tempo de fermentação é importante, assim como a qualidade do chá.

Sacolas Plásticas: por que banir elas?

Falamos em outros texto porque começar a reduzir o plástico. No texto de hoje vamos falar sobre as sacolas plásticas. Elas têm sido frequentemente classificadas como um dos produto mais consumidos no planeta, mas alguns países já estão adotando medidas para banir o uso e ela pode estar com os dias contados. 

Muitos países estão debatendo o uso das sacolas plásticas

Quando se fala do movimento ambiental, o debate sobre a sua proibição é cada vez mais difundido em muitas regiões do mundo, e já existem dezenas de países que impuseram proibições parciais ou totais ao seu uso. 

Sacolas plásticas: presente em nosso dia a dia

Os sacos de plástico são, sem dúvida, um dos produtos mais característicos do século XXI. De um produto relativamente estranho, há apenas 30 anos, tornou-se presente em todos os cantos do planeta, como muitos outros produtos plásticos.

Todos os anos entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são usadas em todo o mundo, o que as torna um dos produtos mais consumidos em todo o mundo. 

Também são produzidas mais de 300 milhões de toneladas métricas de plástico, das quais aproximadamente 40 a 50% destinam-se a plásticos descartáveis ​​(garrafas, invólucros, bolsas, etc.). Em geral, o plástico representa 12% dos resíduos sólidos do mundo, portanto, não é difícil imaginar por que sua proibição se tornou um dos principais objetivos do ambientalismo.

Países que já proibiram as sacolas plásticas

Alguns países já implementaram práticas para diminuir o seu consumo.

Até o momento, 127 países já introduziram medidas restritivas ao uso de sacolas plásticas, desde a proibição total a impostos especiais, passando por restrições à sua comercialização. Em 2002, Bangladesh foi o primeiro país a proibir o uso de sacolas plásticas por causa dos problemas que causaram em seus sistemas de drenagem no meio ambiente.

Esse custo econômico, social e ambiental já está sendo sofrido e calculado. Em todos os continentes do mundo, cresce a preocupação com a produção de plásticos. 

Sua redução não é uma tarefa fácil, e há várias razões: mudar hábitos sempre leva tempo, criar consciência sobre produtos que aparentemente tornam nossa vida “mais fácil” também e, além disso, qualquer ação que tende a parar o consumo.

O plástico é uma ameaça direta ao setor de petróleo, que depende do crescimento do setor petroquímico – e da fabricação de plásticos derivados dele – para o crescimento sustentado da demanda de petróleo no mundo.

Na América Latina, estima-se um consumo anual de 24 milhões de toneladas por ano de plásticos. Desse total, os principais consumidores são Brasil e México, onde cada um contribui entre 7 e 8 milhões de toneladas por ano.

A indústria do plástico teve um forte crescimento nas últimas décadas, que foi reforçado com os diferentes usos em que é usado.. É assim que Argentina, Chile e México ocupam os três primeiros lugares do mundo, em consumo de refrigerantes per capita, deixando os Estados Unidos em quarto lugar.

Em outro exemplo, apenas o Chile consome mais de 3.400 milhões de sacolas plásticas por ano, o que é improvável para os quase 20 milhões de pessoas que vivem em seu território.

Esses números são apenas um exemplo de como a indústria do plástico começou a avançar timidamente para se tornar um objeto onipresente que leva milhares de anos para se degradar e gradualmente colonizou oceanos, vales, rios e montanhas, com desastres e consequências para a flora e fauna.

Exemplo na prática

A Alemanha pretende proibir o uso de sacolas plásticas descartáveis ​​que são oferecidas em caixas de armazenamento a partir do próximo ano, de acordo com um projeto do Ministro do Meio Ambiente.

Hoje, existem dezenas de cidades, regiões e países que perceberam o problema que essas trocas representam. E é por isso que eles implementaram regulamentos para reduzir a grande quantidade de resíduos plásticos que geram. Muitos países africanos e asiáticos, como Ruanda em 2008 ou Bangladesh em 2002, já os proibiram.

De fato, o problema das sacolas plásticas é a luta mais significativa que ocorre contra a plasticização do nosso planeta. E esses resíduos têm um tremendo impacto na natureza.

Por que sacolas plásticas poluem tanto?

Dezenas de cidades têm trabalhado em iniciativas destinadas a reduzir o consumo de sacolas.

Tudo começa no momento de sua fabricação. É muito poluente devido à sua grande necessidade de consumo de energia e ao uso de vários produtos químicos tóxicos.

Então, uma vez consumido, seu impacto também é dramático. Flutuando no mar, eles poluem gradualmente as águas e os solos e são responsáveis ​​pela morte de milhares de animais. Por exemplo, as tartarugas marinhas ingerem os sacos confundindo-os com água-viva e, em seguida, não têm capacidade para evacuá-los.

E isso não afeta apenas os animais marinhos. Na capital da Mauritânia, 70% do gado morto é o resultado da ingestão de sacolas plásticas. Obviamente, esta situação tem um impacto direto nas condições de vida da população, bem como na qualidade dos solos e da água.

E a reciclagem?

Por fim, é importante lembrar que a reciclagem de plástico ainda não pode ser considerada uma solução.  Além disso, a reciclagem de sacos plásticos de baixa densidade é muito complicada. 

Muitas vezes elas não são recicladas, mas vão diretamente para os incineradores. Portanto, a questão não é saber qual é a solução para a quantidade abismal de sacolas que usamos, mas encontrar uma maneira de parar de usá-las.

Por isso, em sua rotina você pode optar pelas sacolas de pano. Também conhecidas como ecobag, você as pode levar para todo lugar que vai. É uma opção prática para adotar em seu dia a dia.

A Green Frog tem para venda ecobag e essa pode ser uma escolha sustentável para o seu dia a dia. Elas são reutilizáveis, podem ser facilmente lavadas, e ainda suportam mais peso que as de plástico.

Canudo biodegradável: por que incentivar empresas a usarem?

Canudos de plástico. Por que falar deles? Você sabia que um único canudo de plástico pode levar até 200 anos para se decompor? Por isso, a campanha global contra o uso de canudos de plástico vem ganhando adesões de diversas empresas.

Empresas estão cada vez mais apostando nos canudos biodegradáveis.

E aquelas empresas que não estão aderindo, podem acabar sendo alvo de consumidores que condenam o uso do produto por causa dos resíduos descartados no meio ambiente, como também multas que estão sendo previstas em cada Estado do país.

canudo de plástico representa 4% de todo o lixo plástico do mundo. Existem melhores alternativas para os canudos de plástico por aí, incluindo os de:

  • plásticos à base de plantas (PLA), comercializados como compostáveis ​​/ biodegradáveis;
  • bambu;
  • aço;
  • papel;
  • e até canudos feitos de palha.

Por isso, neste texto vamos refletir sobre a importância das empresas, nelas incluem, restaurante, hotéis, e outros segmentos para optar pelo canudo biodegradável e banir de vez o de plástico.

Afaste-se dos canudos de plástico em 3 etapas

Plástico demora muitos e muitos anos para se decompor.

J[á existem empresas que estão aos poucos deixando de usar os canudos de plásticos e essas tem encontrado alternativas mais viáveis. Se na sua empresa essa ainda não é uma realidade, aqui está como as empresas podem começar a dizer não aos canudos de plástico.

1) Comece aos poucos

Embora a mudança para uma alternativa de canudo de plástico possa levar algum tempo para ser implementada e acertada, há uma coisa que qualquer empresa pode fazer de maneira imediata e fácil: colocar uma política de “canudo opcional”. Ou seja, isso reduzirá imediatamente o número de canudos  em circulação.

Muitos estabelecimentos  já colocaram essa política em prática com grande sucesso. Você descobrirá que muitas pessoas ficarão felizes em beber diretamente de seu copo, garrafa ou lata, enquanto os clientes que precisam de canudos ainda podem obtê-los. Isso diminuirá rapidamente a demanda por canudos de plástico descartáveis.

2) Procure alternativas que funcionem para o seu negócio

Os canudos de papel são sempre uma boa alternativa, conforme apontam especialistas e consumidores que tem gostado da experiência do canudo biodegradável de papel. Neste caso, as empresas podem determinar alternativas, pesquisar seu desempenho, verificar as opções de compras e descobrir qual alternativa funciona melhor para suas necessidades, com base em vários fatores, a fim de tomar uma decisão informada.

Existem empresas comprometidas com a entrega de produtos biodegradáveis, opte por elas e traga mais credibilidade para a sua empresa.

3) Educar

Parte do processo é educar funcionários, hóspedes de hotéis e consumidores de restaurantes e bar. Embora a poluição por plásticos esteja nas notícias agora, você deve explicar o que está fazendo para destacar as mudanças positivas e incentivar a participação. 

Você pode até espalhar as notícias pelas mídias sociais, e mostrar que a sua empresa está aderindo a ações práticas em busca de um consumo mais consciente.

As empresas que ainda usam canudos de plástico de uso único devem abordar a maneira correta de lidar com eles, enquanto exploram maneiras de fazer a troca. 

Uma breve história dos canudos de plástico

Canudos de plástico estão há muitos anos presentes em nossa vida.

Em 1888, um homem chamado Marvin Stone estava bebendo um julep (bebida alcoólica) de menta em um dia quente de verão, quando seu canudo, feito de grama natural de centeio, começou a se desintegrar e deixou um resíduo arenoso na bebida.

Em vez disso, Stone fez um canudo de papel e registrou a primeira patente para um canudo e, em 1890, a Stone Industrial já produzia mais canudos do que cigarros.

Após a Segunda Guerra Mundial, os fabricantes americanos começaram a produzir em massa produtos plásticos para os consumidores, que precisavam de um novo mercado em vez do plástico da guerra. Na década de 1960, as empresas produziam canudos de plástico a uma taxa cada vez mais alta.

E estes números, foram apenas aumentando. Em 2015, o mundo produziu 322 milhões de toneladas de plástico. E por mais que pareça uma ação pequena, é assim que se começa a fazer a mudança, transformando hábitos das pessoas.

Produção de plástico e poluição dos oceanos

Plástico está muito presente no lixo encontrado em mares nos oceanos.

À medida que a produção de plásticos aumenta, o mesmo ocorre com o meio ambiente, especialmente nos oceanos. 

Canudos de plástico são uma parte importante desse efeito. Os canudos de plástico foram projetados como um produto de uso único que usamos para consumir bebidas antes de jogá-los fora após um único uso. No entanto, os canudos de plástico não são recicláveis ​​e fornecem quantidades significativas de resíduos que acabam em aterros sanitários ou em nossos oceanos.

Um único canudo de plástico pode levar até 200 anos para se decompor. Os canudos de plástico não são biodegradáveis, mas fragmentam-se lentamente em plásticos cada vez menores (também conhecidos como microplásticos), que peixes e animais marinhos confundem com os alimentos ao ingerir o plástico.

Estima-se que até 71% das aves marinhas e 30% das tartarugas acabam ingerindo plástico no estômago.

Além do estrangulamento da vida marinha, a principal razão pela qual o plástico é tão perigoso é que ele libera substâncias químicas tóxicas como o bisfenol A (BPA) quando se decompõe. 

Canudos de plástico são feitos de polipropileno, um subproduto do petróleo que é essencialmente o mesmo material que alimenta nossos carros. Portanto, quando os canudos de plástico começam a se decompor, eles liberam toxinas nocivas, como o BPA, que poluem nossos oceanos.

Devido a esses efeitos negativos, muitas indústrias em todo o mundo começaram a proibir canudos de plástico , e optaram por outras alternativas.

Proibições crescentes sobre o canudo de plástico

Canudos biodegradáveis estão sendo uma boa opção sustentável.


Muitos países estão começando a restringir plásticos de uso único, como canudos e sacolas plásticas. Em 2002, a Irlanda impôs um imposto sobre sacolas plásticas, seguido de uma redução de 94% no uso de sacolas plásticas. Até 2017, 28 países impuseram proibições ou impostos sobre sacolas plásticas.

É um primeiro passo importante para limitar drasticamente o plástico no oceano, motivando psicologicamente as pessoas a se envolverem em comportamentos semelhantes.

Do que são feitos os canudos biodegradáveis

Falamos tanto sobre sustentabilidade, e de dicas que você pode inserir em seu dia a dia e agora vamos falar mais sobre como são feitos os canudos biodegradáveis. Assim, você estará por dentro de como é a produção dos produtos que você consome.

 

Todo ano milhares de animais marinhos morrem por tentar consumir plástico, acreditando ser um alimento

A crise do plástico é um dos maiores desafios que o planeta Terra enfrenta. Um desses itens de plástico são os canudos de plástico que devem ser drenados do ambiente. 

Embora ficar sem usar o canudo seja a opção mais ecológica, muitas pessoas confiam nos canudos ou os preferem por várias razões. E, portanto, torna-se uma necessidade procurar uma alternativa ecológica.

Os canudos de plástico de uso único estão rapidamente ficando fora de moda à medida que as pessoas os reconhecem pelo que são: desperdício, desnecessário e prejudicial ao meio ambiente. Então, que tal saber mais da procedência dos canudos biodegradáveis?

Escolha pelos canudos biodegradáveis

 

Os canudos de plástico não são recicláveis e não são biodegradáveis, razão pela qual muitas empresas adotaram o caminho para desenvolver alternativas. Existem canudos feitos de materiais reutilizáveis, como metal, vidro ou silicone, ou biodegradáveis feitos de algas, papel ou palha.

Uma das queixas mais comuns ouvidas sobre canudos reutilizáveis, além do fato de que você deve se lembrar de trazê-los com você, é a higiene. Mas os canudos biodegradáveis são uma solução para isso.

A substituição dos canudos de plástico pelos biodegradáveis é uma boa alternativa. 

E essa grande mudança prova que essa atitude sustentável abrangente pode acontecer. Além disso, nosso ambiente não é o único beneficiário dessas proibições recentes: canudos reutilizáveis e ecológicos estão agora mais em voga do que nunca.

Primeiro de tudo, por que os canudos de plástico são tão ruins?

 

Canudos de plástico são usados em poucos minutos, mas levam milhares de anos para se decompor.

O desperdício de plástico tornou-se onipresente em todo o mundo (a cada ano, jogamos plástico suficiente para circular a terra quatro vezes).

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, os canudos de plástico são um dos cinco principais itens mais comuns encontrados em nossas costas durante as limpezas costeiras internacionais. Isso porque eles são pequenos e podem escapar facilmente das latas de lixo, além de sua forma e tamanho dificultam a reciclagem da calçada.

Sem contar que eles levam centenas de anos para se decompor e aparecem repetidamente nas listas dos plásticos mais comuns coletados durante a limpeza da praia.

Há uma certa ironia de que um produto que pode durar para sempre é provavelmente usado apenas uma vez por uma média de 20 minutos.

O que significa se um canudo é biodegradável?

 

Canudos biodegradáveis feitos de papel vão se decompor em poucos meses

 O termo “biodegradável” significa que algo é capaz de quebrar, mas a palavra “compostável” é mais específica, dizem alguns especialistas.  Compostável significa que algo irá quebrar em um período de tempo razoável, não deixar resíduos tóxicos e se tornar um aditivo ao solo com segurança.

No entanto, apenas porque um canudo é biodegradável não significa que ele pode ser jogado na lixeira de sua casa para ser transformado em solo para o seu quintal. É necessária a separação correta.

Por exemplo, se uma caixa de canudos estiver marcada com o número 7 de reciclagem, é provável que seja o PLA (ácido polilático), um tipo de plástico que é feito de milho ou cana-de-açúcar em vez de petróleo muito mofado para compostagem em casa.

Eles devem ser enviados para uma instalação de larga escala que conduza mais calor para decompor o lixo em nutrientes. 

Portanto, embora os canudos biodegradáveis sejam capazes de retornar à Terra eventualmente, a linha do tempo às vezes é sombria. 

Qualquer material natural é capaz de quebrar naturalmente desde que não haja aditivos como lacas, colas ou revestimentos. Se um canudo é certificado pela etiqueta BPI, é compostável dentro de 180 dias em uma instalação de grande escala.

De que são feitos os canudos biodegradáveis?

Agora você também pode encontrar canudos feitos de papel, bambu e grãos – todos com níveis variados de biodegradabilidade. O mercado alternativo de canudos de plástico inclui canudos feitos de tudo, desde massas até canudos de grama selvagem.

A biodegradação é um processo verdadeiramente natural, o que significa que condições ambientais normais fazem com que os materiais se deteriorem para produtos naturais aceitáveis.

Canudo de papel

 

Mesmo sendo inventado em 1988, desde então passou por transformações

Considerado o melhor canudo biodegradável do mercado, ele foi inventado em 1888, porém recebeu diversas melhorias desde então. Algumas vantagens são:

  • Canudos de papel são baratos de produzir quando comparados a outras opções biodegradáveis.
  • São na sua maioria, seguros para comer e beber, e contam com certificados.
  • Podem ser facilmente pintados com tinta comestível.

Nos locais onde há uma proibição de canudos de plástico, os canudos de papel são usados com mais frequência. Refere-se principalmente a cafés, bares e outros lugares semelhantes. 

Os canudos de papel são melhores que os de plástico? Definitivamente sim! O papel é material de fontes renováveis e biodegradáveis com facilidade e rapidez. Portanto, os canudos usados não chegam ao oceano e não prejudicam nenhum ser vivo.

Os canudos são necessários para crianças pequenas e idosos. Mas para bebidas específicas, como coquetéis ou smoothies onde o canudo faz parte do produto, a alternativa pode ser simplesmente beber fora do copo ou usar uma colher (não descartável), se necessário.

Por que optar pelos canudos biodegradáveis?

 

Há diversas vantagens em optar pelos canudos biodegradáveis de papel.

Eco-amigável.  Nossos canudos biodegradáveis são realmente ecologicamente corretos, pois são criados em uma produção ecologicamente benéfica;

Biodegradável.  Eles se decompõem em alguns meses e não apresentam vestígios tóxicos, na verdade, nenhum vestígio.

Menos poluição ao planeta: Os itens biodegradáveis são obviamente excelentes. Eles não prejudicam o nosso planeta e simplesmente desaparecem após o uso. 

Desta forma, o movimento global para afastar os plásticos está impulsionando o desenvolvimento de novos materiais, especialmente à medida que mais investidores consideram as políticas ambientais, sociais e de governança da empresa ao decidir se investem.

E você? Já optou pelos canudos biodegradáveis? Um bom exemplos são os produtos da GreenFrog que são feitos de papel 100% biodegradáveis.

Desenvolvemos uma linha de produtos que são facilmente reabsorvidos pelo meio-ambiente, produzidos a partir de fontes renováveis.

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O que fazer com embalagens de cosméticos?

Você sabe o que fazer com as embalagens dos cosméticos que você não usa mais?

Quando pensamos em reduzir o consumo de plástico e iniciar uma mudança, as primeiras tarefas que implementamos são usar sacolas e garrafas reutilizáveis ​​ou evitar lâmpadas descartáveis, no entanto não consideramos os recipientes de nossa maquiagem ou cuidados pessoais. 

Pode parecer difícil ter um cosmético ou rotina de beleza consciente, mas não é impossível. Portanto, neste post darei algumas dicas que você pode implementar, se você escolhe opções sem plástico, reutiliza ou recicla, o essencial é evitar. Mas saiba o que fazer com essas embalagens.

O cuidado com os seus cosméticos

Cosméticos embalados em vidro, como perfumes ou alguns hidratantes podem ser esvaziados e depositados no recipiente verde, que é o correto, e não na lixeira doméstica. 

Mas a verdade é que a maioria dos cosméticos, com custos mais baixos é apresentada hoje em embalagens plásticas. 

Felizmente, existem muitas marcas que estão começando a colaborar para reduzir o uso de plástico nas embalagens dos nossos produtos mais comuns e optar por ingredientes que não agridem o meio ambiente. 

L’ Occitane – Mais do que uma Marca: Uma história de compromissos

Um exemplo é a marca francesa L´Occitane, que conseguiu reduzir 90% do plástico usado anteriormente, criando recipientes recarregáveis. É o caso também de Garnier que oferece uma de suas linhas de cabelo em Recipientes 100% recicláveis, feitos com 25% de plástico reciclado.

Por isso, aos poucos você pode ir mudando essa rotina. Escolha produtos sólidos, sem embalagem ou a granel.

Marcas de cosméticos estão de olho na sustentabilidade

Diversas empresas estão inserindo novas formas de produção em seus cosméticos.

Existem várias marcas no mercado que se juntaram à ideia de evitar embalagens plásticas e vender alguns de seus produtos, como sabonetes, xampus ou produtos de limpeza facial de forma sólida.

Várias lojas em todo o país que vendem alimentos sem sacolas ou plásticos e, ultimamente, também estão implementando produtos de higiene pessoal. Como conselho recomendo que olhe na embalagem a forma de produção, se é livre de crueldade, entre outros.

Dicas para colocar em prática sobre embalagens de cosméticos

Embalagens de produtos cosméticos devem ser descartados de forma correta.

Devolver os recipientes

Uma boa opção é devolver as embalagens depois que você os terminar, algumas marcas incorporaram esse processo recentemente. Você termina de usar o produto, limpa os resíduos, remove a embalagem e as leva para as lojas correspondentes.

A Body Shop implementa essa modalidade onde você pode devolver embalagens de papelão, vidro e PET 1 em seus pontos de venda. Se você tiver mais de três, eles lhe darão um creme para as mãos.

Reutilize sua embalagem

Dar as suas embalagens um novo uso é uma boa opção. Por exemplo, limpe os recipientes das máscaras para os cílios e encha-os com óleo de mamona, use o pincel para pentear as sobrancelhas ou a raiz do cabelo. Use um recipiente de creme para guardar seus aros ou pequenas joias. Existem várias ideias na web para inspirá-lo.

Recicle a embalagem

Outra boa alternativa é reciclá-los. O importante é identificar de que tipo de material o recipiente é feito. Existem muitos pontos no país onde podemos deixar papelão, vidro e vários tipos de plásticos, dos quais normalmente são feitos.

Se a embalagem for de plástico, identifique qual tipo, para facilitar a localização do número ou da sigla, 1 é PET, 2 e 4 é HDPE, 5 é PP, 6 é PS e 7 são outros. É necessário limpar os restos do produto, remover as etiquetas e as tampas correspondentes.

Sobre as embalagens: o que você precisa saber

Recipientes de plásticos ainda são muito comuns em produtos de cosméticos.

Sobre embalagens existem diferentes símbolos relacionados à embalagem do produto. 

  • O anel Möbius: este símbolo indica que a embalagem de um produto pode ser reciclada. A porcentagem dentro das setas que aparece em alguns casos significa a quantidade de produto reciclável.
  • É um dos símbolos que causa mais confusão, pois a primeira coisa que o consumidor pensa é que o material com o qual foi fabricado é reciclável. Mas o verdadeiro significado é que o fabricante cumpriu a legislação sobre embalagens e resíduos de embalagens, o que garante que os materiais utilizados sejam respeitadores do meio ambiente.
  • Materiais: Esses símbolos indicam o material com o qual o recipiente foi fabricado. Os mais comuns são PET ou PETE (tereftalato de polietileno), LDPE (polietileno de baixa densidade), PP (polipropileno) e HDPE (polietileno de alta densidade).

Na lista dos materiais recicláveis se encontra as embalagens biodegradáveis de fibra de coco, de papel reciclado, entre outras. É preciso se atentar a essas questões quando for realizar a sua compra.

E também verificar o comprometimento da empresa com o meio ambiente. Infelizmente existem marcas de cosméticos que testam em animais, e para isso é necessária uma pesquisa do produto antes de consumir.

Então…

O importante é que, no momento de fazer sua próxima compra, você não apenas considere a forma de produção, mas também que a embalagem seja ecológica, que possa ser devolvida ou finalmente reciclada para que você saiba se deve investir nesse produto. 

Outra boa opção é fazer sua própria maquiagem, existem muitas maneiras de criar uma sem tantos ingredientes.

Portanto, acredito fielmente que pequenas mudanças fazem a diferença. O essencial é estar ciente do que compramos e do seu impacto no meio ambiente. Esperamos que as marcas cooperem com esse problema ou que pelo menos outras participem da devolução de suas embalagens.

Pequenas mudanças podem fazer a diferença para um planeta mais sustentável. E nossas escolhas tem uma importância nesse sentido. Uma dica é também optar por produtos básicos biodegradáveis. É o caso dos produtos da GreenFrog que são feitos de papel 100% biodegradáveis

O pequeno grande vilão: o microplástico

Se tem uma coisa que podemos falar sobre o nosso blog é que somos incansáveis em alertar os nossos leitores a respeito dos impactos ambientais causados pelos plásticos. Não à toa, buscamos agir ativamente e trazer soluções à questão, como é o caso do nosso canudo biodegradável. Mesmo assim, considerando os nossos inúmeros esforços em apontar os danos deste material ao meio-ambiente, é inegável que o assunto precisa ser constantemente discutido, ainda mais tendo em vista à existência de um pequeno grande vilão que a maioria negligencia: o microplástico.

Os perigos do plástico e a problemática do microplástico.

Não há dúvida de que o plástico é um dos grandes desafios do planeta. De baixo custo e de praticidade altíssima, tornou-se, praticamente, onipresente no consumo diário. Seja nas embalagens dos produtos que você compra, seja no canudo ou nos talheres descartáveis, seja na sacola plástica do supermercado, seja até mesmo no cotonete: o plástico está, definitivamente, em todo lugar! 

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O pequeno grande vilão do meio-ambiente que a maioria negligencia: o microplástico.

No entanto, embora o material tenha as qualidades acima apontadas, são imensos os impactos ambientais que o plástico proporciona ao mundo. Além de levar em torno de 200 anos para se decompor integralmente, ou seja, para desaparecer no planeta, estima-se que apenas 35% do plástico consumido são descartados após 20 minutos de uso. Ou seja, é um enorme dano ao meio-ambiente cujo custo x benefício é altíssimo.

O buraco fica ainda mais embaixo quando falamos sobre o microplástico. No nosso texto sobre como passar um carnaval sustentável, rapidamente citamos o quão problemática é a questão. Isso porque, além de ter todos os impactos ambientais de um plástico tradicional, o fato do microplástico ter um tamanho muito reduzido faz com que seja possível de recolhê-lo, sendo, então, carregado pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática.

O que são os microplásticos

Os microplásticos nada mais são do que minúsculas partículas plásticas, que medem entre 1 e 5 milímetros. Sua origem é o mau descarte de material plástico, que vai se decompondo com os efeitos naturais soltando as micropartículas; lavagem de roupas de fibras de plástico como o poliester; vazamento de matéria primária de plástico, tintas, cosméticos esfoliantes industriais, glitter, entre muitos outros.

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Pois é, até mesmo o glitter, um microplástico que no carnaval parece ser tão inofensivo, causa um dano enorme ao meio-ambiente.

Como já falamos acima, o destino final desse material é, muitas vezes, os mares e os rios. Com isso, esse microplástico está sendo ingerido por animais aquáticos, prejudicando toda a cadeia alimentar e colocando diversas espécies em perigo. Aliás, dentre essas espécies, o próprio ser humano, uma vez que estamos digerindo indiretamente o microplástico quando comemos peixes e frutos do mar. E aí, já parou para pensar nisso?!

Mas calma que ainda tem mais…. O microplástico não está apenas na nossa alimentação, como também no ar que respiramos, na água que bebemos, nas roupas que vestimos e em tantos outros lugares. E não há nem como contestar isso, porque o pesquisador austríaco Philipp Schwabl já confirmou o que muitos desconfiavam: sim, o plástico está chegando ao intestino humano.

Logo, não é de se espantar a afirmação de que a presença de microplásticos no organismo humano está afetando diretamente a nossa saúde. Além de haver o risco óbvio de se absorver produtos químicos tóxicos e patógenos por meio da ingestão indireta do material, essas pequenas substâncias são acumuladas no trato gastrointestinal, interferindo na resposta imunológica do intestino.

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Tendo em vista os diversos danos ambientais, assim como para a nossa saúde, já está mais do que na hora de eliminarmos de vez o plástico de nossas vidas.

E para você não ter mais dúvidas a respeito da gravidade do microplástico, existem estudos com animais que mostram que partículas do material são capazes de entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático e de atingir até o fígado. Além disso, também demonstraram que o microplástico pode causar danos intestinais, alteração nas vilosidades intestinais, distorção da absorção de ferro e estresse hepático. Ou seja, já está mais do que na hora de eliminarmos de vez o plástico de nossas vidas, não é mesmo?!

E então, o que fazer?!

Diante de tudo que já falamos sobre o microplástico, não há dúvidas de que é preciso sim mudarmos o nosso comportanto tanto em prol do meio-ambiente como em prol da nossa própria saúde. Por isso, fica a questão: o que fazer agora?! Se você não sabe, fique tranquilo porque daremos as dicas agora mesmo! Bora lá?!

1) Diminua o plástico na sua vida: é, com certeza, a dica mais óbvia de todas, mas não tem jeito. A redução do consumo do material se faz mais do que importante – ela é necessária. Para isso, seja um adepto do lixo zero como estilo de vida. No nosso blog, há diversas publicações que irão lhe ajudar no processo.

Não tem jeito: para mitigar a problemática do microplástico, é fundamental reduzir o consumo do plástico em geral.

2) Troque os tecidos de fibra sintética, por algodão orgânico: além do fato de que, ao fazer essa troca, você estará reduzindo o consumo de plástico, há outros detalhes importantes sobre a indústria têxtil que você precisa saber. Para entender mais, não deixe de ler o nosso texto sobre moda sustentável.

3) Reutilize tudo que puder e dê novos significados aos objetivos, utilizando o conceito de upcycling a seu favor.

4) Opte por materiais biodegradáveis, que, dentre 90 dias, já não estarão mais no mundo, como é o caso do papel ou plástico feito com resíduos de mandioca.

5) Recicle, recicle e nunca deixe de reciclar! E sempre opte por materiais que são mais fáceis de serem reciclados, como o aluminío, por exemplo, que chega a ser mais de 90% do seu material reciclado no Brasil.

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Mais de 90% do aluminío consumido no Brasil é reciclado, então sempre opte por estes materiais em vez de plástico.

E aí, ficou convencido em largar de vez o uso de plástico, tendo em vista que a questão pode ser ainda mais problemática graças à existência do microplástico?! Se sim, então junte-se à força e faça desse mundo um lugar melhor para nós e para as nossas futuras gerações.

Ativistas do meio-ambiente: 5 pessoas que estão mudando o mundo para melhor

Falar hoje em sustentabilidade parece até ser clichê, não é mesmo?! De repente, de uma hora para outra, pessoas estão opinando sobre as questões que envolvem o tema, como foi o caso do aumento das queimadas da Amazônia que ocorreu em 2019. No entanto, como diria o ditado popular, “falar todo mundo fala”. A questão é: quem realmente está fazendo algo para deixar um mundo melhor para nós e para as gerações futuras? Pois é, eis a questão! Então, pensando nisso, selecionamos 5 ativistas do meio-ambiente que estão, de fato, agindo em prol do planeta.

1. Boyan Slat

Um dos ativistas do meio-ambiente mais famoso dentre todos é o holandês Boyan Slat, que, com apenas 18 anos de idade, criou a empresa The Ocean Cleanup, cujo objetivo era recuperar as águas do oceano em apenas cinco anos. Para isso, o jovem desenvolveu uma máquina capaz de limpar todo o plástico dos mares, que já se acumula mais de 7 milhões de toneladas do material, dentro desse período. Parece algo improvável criar um mecanismo desse tipo, né? Mas Boyan conseguiu, por incrível que pareça!

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O jovem holandês Boyan Slat criou a empresa The Ocean Cleanup, cujo objetivo é limpar os 7 milhões de toneladas de plástico do oceano num período de apenas cinco anos.

Para se ter ideia da dimensão do problema que Boyan Slat quer enfrentar, a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que 80% de todo o lixo marinho é formado por plásticoPara piorar, até 2050, afirma o órgão, a quantidade de plástico vai superar a de peixes. No entanto, essas informações não desestimularam o jovem ativista, que acabou criar um sistema para interceptar plástico dos rios, o The Interceptor. Diferentemente do projeto anterior, a ideia do novo mecanismo é interceptar o plástico antes mesmo de que ele chegue aos oceanos. Com isso, o trabalho de limpeza seria reduzido significativamente. Genial, não?!

2. Danielle Fong

Outro nome de destaque dentre os ativistas do meio-ambiente é o da Danielle Fong. Cientista e empreendedora canadense, ela é co-fundadora e cientista chefe da LightSail Energy, uma startup fundada em 2008 de tecnologia de armazenamento de energia de ar comprimido localizada em Berkeley, Califórnia. Com isso, haveria um armazenamento barato e abundante de energia, que pode mudar a natureza da rede elétrica e transformar a energia eólica e solar intermitente em energia de base.

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Danielle Fong é co-fundadora e cientista chefe da LightSail Energy, uma startup fundada em 2008 e que já recebeu investimentos financeiros de figuras como Peter Thiel, Bill Gates e Vinod Khosla.

A ideia atriu tanto os bilionários interessados pelo tema da sustentabilidade que, em fevereiro de 2016, a LightSail havia levantado aproximadamente US$ 70 milhões, havendo em seu rol de investidores personalidades como Peter Thiel, Bill Gates e Vinod Khosla.

3. Vanessa Nakate

Nascida em 1996, a jovem Vanessa Nakaté é uma ativista de Uganda que ficou internacionalmente conhecida depois de sentir o racismo na pele ao ter sido cortada em uma foto publicada pela agência de notícias Associated Press que reunia ela junta de outras ativistas (brancas, no caso) durante atividade no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Uma pena, pois esse caso acabou sendo maior do que seu trabalho em prol do meio-ambiente.

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Uma das ativistas do meio-ambiente, Vanessa Nakate tornou-se a primeira jovem a organizar as chamadas greves pelo clima em Uganda, chegando a participar de eventos importante sobre o tema.

Pois bem, mas vamos dar destaque ao que interessa, não é mesmo? Aos 22 anos, Vanessa Nakate tornou-se a primeira jovem a organizar as chamadas greves pelo clima em Uganda, em janeiro de 2019, inspirada pelo movimento iniciado um ano antes por Greta Thunberg. A partir de então, a ativista atraiu outros jovens para os protestos e fundou o The Rise Up Movement, rede de movimentos de jovens que pede ação climática em países da África. Ao ganhar evidência, participou da COP-25, conferência do clima na Espanha, em 2019, e do Fórum Econômico Mundial, no início de 2020.

4. Steph Gabriel

Steph Gabriel é uma ativista, empresária e cientista marinha, que, em 2014, fundou a OceanZen, uma empresa que vende roupas de banho feitas de garrafas plásticas e redes de pesca deixadas no oceano. Com o lema “salvar o oceano, um biquíni ao mesmo tempo”, sua abordagem ecológica dos negócios incentiva as pessoas a pensarem sobre o uso do plástico e o futuro do planeta.

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Steph Gabriel uniu sua paixão pela moda e seu conhecimento científico sobre a vida marinha para criar a marca OceanZen, cujos produtos são feitos com garrafas plásticas e redes de pesca deixadas no oceano.

A ideia da empresa de moda sustentável surgiu depois da Steph Gabriel morar nas Ilhas Cayman e trabalhar com arraias selvagens. A partir daí, ela começou a aprender sobre os impactos humanos no oceano, principalmente no que diz respeito aos plásticos descartados nos mares e como eles prejudicavam a vida marítima. Foi justamente nesse momento em que nasceu a OceanZen, cuja sede está na Austrália. Para quem se interessou pelos seus produtos, a boa notícia é que é possível comprá-los ​​de qualquer parte do mundo, pois eles são enviados globalmente!

5. Leonardo Miranda

O único brasileiro da nossa lista se chama Leonardo Miranda. O jovem com pouco mais de trinta anos, nascido na cidade de Botucatu, interior de São Paulo, mas atualmente morando no Rio de Janeiro, é um dos co-fundadores do projeto Bullying Do Bem, criado em dezembro de 2018, cujo principal objetivo é retirar os lixos acumulados nas praias cariocas.

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Leonardo Miranda é um dos co-fundadores do projeto Bullying Do Bem, cujo principal objetivo é retirar os lixos acumulados nas praias cariocas.

O instagram do projeto conta atualmente com pouco mais de 5.000 seguidores, que estão engajados nas chamadas dos multirões da limpeza. Com a filosofia de que 1 > 0, o Bullying do Bem também ampliou as suas ações, levando comida a moradores de rua, recolhendo livros para doar e dentre tantas outras coisas. A causa é tão grande que já moveu inclusive artistas, como é o caso da atriz Isabella Santoni.

Não deixe de comentar sobre os ativistas do meio-ambiente

O nosso texto chegou ao fim, mas não deixem de comentar sobre os ativistas do meio-ambiente. Além disso, também deixem indicações de nomes de outras pessoas que estão deixando um mundo melhor para todos. Quem sabe assim, nós ficaremos cada vez mais inspirados a lutar por um planeta mais sustentável, não é mesmo?!

Horta caseira: tenha uma em casa e faça do seu lixo o melhor amigo de suas plantas

Em um Brasil com a lista de agrotóxicos permitidos na agricultura só aumentando, ter uma horta caseira passou a ser uma questão a quem se preocupa em consumir menos venenos. Seja uma hortinha de temperos, vegetais, legumes e, por que não?!, frutíferas, produzir o próprio alimento é uma experiência que todos deveriam ter. E o melhor: o seu lixo pode se tornar seu melhor amigo nessa jornada. Saiba mais!

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Horta caseira é uma ótima aliada a quem deseja fugir dos agrotóxicos ingeridos por meio da alimentação

Horta caseira: por que ter uma?!

Além de ser incrível a sensação de produzir o próprio alimento, ter uma horta caseira só há benefícios. Você passa a ter maior contato com a natureza, observando todo o ciclo de vida daquilo que irá futuramente ao seu prato. Desde a muda até o amadurecimento, você acompanha todo o processo, criando laços com sua planta – o que torna tudo tão mais prazeroso.

Desse laço afetivo criado, você também passa a prestar mais atenção no que ingere. Ou seja, ter sua própria horta caseira faz com que você se alimente melhor e ainda comece a buscar por produtos alimentícios de maior qualidade. Resultado: mais saúde na sua vida. E quem não quer isso, não é mesmo?!

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Com certas artimanhas, é possível ter sua horta caseira a de maneira mais simples e fácil.

No entanto, embora muitos desejem ter seu cantinho de alimentos orgânicos, há uma grande parcela daqueles que ficam apenas na ideia. Isso porque há quem acredita que produzir seu próprio alimento vai lhe proporcionar uma demanda de trabalho que não é possível encaixar no dia-a-dia. Sim, isso pode ser verdade, mas há algumas artimanhas que torna tudo mais fácil.

Os grandes aliados para quem não tem tempo

Embora a ideia de produzir o próprio alimento possa proporcionar uma imagem um tanto quanto trabalhosa, ela não é tão verdadeira assim. Sim, cuidar da sua horta caseira necessita um pouquinho de sua atenção, mas, como já dissemos, com certas artimanhas é possível ter suas verdinhas em casa de maneira mais simples.

Por exemplo, um grande aliado a quem não tem tempo é o vaso autoirrigável. Pois é! Como o nome próprio já diz, o vaso possui uma estrutura que ele mesmo proporciona água à horta caseira conforme a sua demanda. Ou seja, o único trabalho que você terá é encher o recipiente de água desse vaso, em média, a cada semana e depois é só ficar de olho. Não tem mais fácil!

Outro grande aliado é ter em casa os verdinhos que praticamente cuidam de si só, como é o caso da grande maioria dos temperos. Além de durar por mais tempo, eles são bem mais resistentes e menos sensíveis às mudanças de clima, de exposição de sol e dentre tantas coisas que interferem diretamente no sucesso de uma horta caseira. Mas não fique triste se um dia eles forem embora: assim como todo ser vivo, os temperos também nascem e morrem.

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Os temperos é um ótimo verdinho para quem deseja começar a horta caseira e não tem tempo.

Enfim, embora haja uma lista grande de aliados a quem não tem tempo de cuidar da horta caseira, como é o caso do vaso autoirrigável e da escolha certa dos verdinhos, há um que fará toda a diferença nesse processo de produção do próprio alimento. Eis que lhe apresento a composteira!

Fazendo do seu lixo o melhor amigo da sua horta caseira

Nós já falamos da compostagem nesse artigo aqui, mas é preciso reforçar a importância desse processo, principalmente a quem deseja ter uma horta caseira. Isso porque, além de diminuir os resíduos gerados, você transformará o seu lixo em um adubo incrível para as suas plantas. Ou seja, você não deixa lixo para o mundo e, ainda, ganha um super aliado para a sua hortinha orgânica.

Mas antes de entender como funciona a compostagem, é preciso começar pelo básico. Só assim você entenderá o porquê do aderir a essa ideia de vez, principalmente se quiser realmente cair no mundo da horta caseira. Então, vamos lá!

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Composteira: amiga do meio-ambiente e da sua horta caseira

A primeira coisa que precisa saber para ter sucesso na sua hortinha é que ela precisa de, basicamente, sol, água e de uma alimentação especial de tempos em tempos. Essa alimentação, no caso, é o adubo, que pode ser de diversas formas: NPK, bokashi, húmus de minhoca, farinha de osso e por aí vai. Uma das opções, no entanto, é a terra produzida pela compostagem de seu próprio alimento.

E como isso funciona? Simples! Basta separar todo o seu lixo orgânico, incluindo cascas de ovos, e colocá-los em uma composteira feita especialmente para isso. Para acelerar o processo, um bom aliado são as minhocas californianas, que irão se alimentar desse resto de alimento e defecar, gerando o húmus de minhoca. Parece nojento, mas saiba que é um dos melhores adubos existentes!

Depois de uns dois meses em média, adicionando sempre seu resíduo orgânico à composteira e mexendo a mistura em seguida, você terá o seu próprio adubo. Ou seja, além de economizar dinheiro, você também economizará tempo, já que não será necessário ir a nenhuma área loja especializada em jardinagem. O alimento da sua horta caseira será produzido em sua própria casa!

Minhocas californianas
AS minhocas californianas auxiliam no processo de compostagem

Aí o resto é tão simples quanto. Basta colocar esse solo rico em nutrientes em cima da terra da sua horta caseira, regar e voilá! Sua hortinha estará devidamente alimentada e cuidada, sem grandes trabalhos. Ah, e não se esqueça: somente resíduos orgânicos, tá?! Nada de colocar restos de animais ou derivados de, a não ser pela casca de ovo; afinal, ninguém quer atrair bichos não desejados, não é mesmo?!

Seja feliz com sua horta caseira

Ter uma horta caseira, produzindo seu próprio alimento, é, além de um ato de “rebeldia” à indústria do agrotóxico, o maior ato auto cuidado que você poderia ter. Ingerir aquilo que suas próprias mãos produziram com muito zelo é ingerir saúde, mas é principalmente ingerir amor próprio. Sendo assim, embarque de vez na ideia da horta caseira e seja feliz! Seu corpo lhe agradece!

Canudo de plástico biodegradável: você pode estar sendo enganado!

O ano é 2019 e, finalmente, a proibição do canudo de plástico em bares e restaurantes passa a ser regulamentada, como é o caso do estado de SP. No entanto, com isso, muitas empresas começaram a tentar dar o seu famoso jeitinho “brasileiro” para continuar com suas vendas: enganando seus consumidores. Como?! Falando que seus canudos de plásticos são biodegradáveis. Mas atenção! Isso não existe – e eles também estão proibidos!

Canudo de plástico biodegradável: uma farsa à venda

Como tudo começou: a guerra contra os canudos de plástico

Alguns de vocês, nossos leitores, devem se lembrar de um vídeo que circulou há alguns anos de uma equipe de biólogos salvando uma tartaruga que estava com um canudinho preso dentro do seu nariz. Se quem não viu e se interessou a ver, basta clicar aqui, mas já logo vamos avisando que as cenas são bem chocantes e fortes. É para poucos!

Pois bem, desde então, o furor em torno do canudo plástico aumentou consideravelmente – e com razão, é claro! Ele representa 4% de todo o lixo plástico do mundo, o que é bastante significativo – e péssimo – por si só. Além disso, o canudinho é composto por polipropileno e poliestireno (plásticos), elementos não biodegradáveis, podendo levar até mil anos para se decompor no meio ambiente!

O canudo representa 4% de todo o lixo plástico do mundo.

No entanto, na contramão do senso comum, há quem fale que o canudinho é reciclável e que plástico não faz mal à saúde. Uma falácia das grandes! Como falamos nesse texto aqui, de todo o consumo plástico no Brasil, apenas 1% é reciclado. Ou seja, praticamente nada! E sobre o plástico não fazer mal à saúde, não precisamos nem comentar sobre esse tamanho absurdo…

De qualquer forma, além disso, tem outra questão importantíssima a ser ressaltada. Ainda que descartado corretamente, o canudo de plástico tem grandes probabilidades de escapar pelo meio do caminho por ser algo leve e pequeno. Com isso, ele será carregado pela chuva para mares e rios, impactando toda a fauna aquática. O impacto – negativo, diga-se de passagem – disso a gente já sabe, né?!

Muita atenção nas informações que você acredita!

Como já dissemos acima, há quem fale que o canudo de plástico é reciclável e, por isso, não causa tantos danos ao meio-ambiente. Com muito custo, ele pode até ser reciclado, mas acontece que falas como essas abrem margem para que empresas do ramo, cujo maior interesse é em seu próprio lucro, por mais que isso seja em detrimento do meio-ambiente, espalhem falsas verdades.

A questão que fica para você, tanto consumidor como empreendedor, que está ligado a causas ambientais e/ou que não quer levar multas por não cumprir a legislação, é: mas então, em quem acreditar? Calma que logo nós iremos te dar o bê-a-bá do que você precisa saber para tomar decisões corretas e não acreditar em falsas boatarias de quem quer lucrar acima de tudo.

Canudo de plástico biodegradável é tão ruim quanto e seu fornecimento também está proibido.

Para começar, você primeiro precisa saber sobre quais inverdades estamos citando. A maior delas – e a mais perigosa, no caso – é sobre a história de haver um canudo de plástico biodegradável. Pode ser completa ilusão acreditar nisso!

Tudo começou com o burburinho que houve em torno do canudo de plástico e, em seguida, a sua proibição na legislação de alguns municípios e estados. Ou seja, pela lei de alguns lugares, como é o caso do Estado de São Paulo, o fornecimento do tradicional canudinho nos estabelecimentos comerciais passou a ser proibido. No entanto, nada se falava sobre os canudos biodegradáveis, permitindo, então, o seu uso.

A liberação do canudo biodegradável, que passou a ser a solução ecológica do canudo de plástico, tornou-se, no fim, uma brecha para algumas empresas não tão bem intencionadas. Isso porque elas passaram a distorcer informações em prol próprio, vendendo o tal “canudo de plástico biodegradável”. Como você verá logo abaixo, tudo isso não se passa de um jogo de marketing.

Canudo de plástico biodegradável é fake news?

Pegando o gancho do título da Laguna Ambiental, canudo de plástico biodegradável é sim uma fake news! Embora existam plásticos biodegradáveis, feitos a partir de resinas de amido de mandioca, milho ou batata, que resultam em um material 100% orgânico, muitas das marcas que vendem os tais canudos não utilizam esse material para a fabricação de seus produtos. Na verdade, elas prometem tecnologias que aceleram o processo de degradação.

Está aí, parece que está tudo ok, não é mesmo?! Mas o que ninguém diz, ou melhor, contradiz é o argumento de que os plásticos biodegradáveis não são tão inofensivos assim. Vejamos juntos o porquê!

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Plástico oxibiodegradável não é alternativa para o material do canudo de plástico tradicional.

Aos fatos: para que o canudo de plástico “biodegradável” se desintegre, ele precisa ser feito com um material chamado plástico oxibiodegradável. Esse, por sua vez, recebe um aditivo pró-degradante e, por isso, tem sua fragmentação acelerada por influência de oxigênio, luz, temperatura e umidade, ocorrendo, então, o que muitos chamam de decomposição. No entanto, é preciso deixar claro que, embora o nome engane, um plástico oxibiodegradável não significa que ele seja biodegradável.

O plástico oxidegradável necessita do oxigênio para ser degradado, pois o processo é acelerado pela incidência da luz e do calor, enquanto que, para ser considerado biodegradável, é preciso que o plástico seja decomposto por bactérias. E, como já dissemos, o que determina a condição de oxidegradabilidade (degradação pelo oxigênio) de um plástico é a utilização de aditivos chamados de pró-degradantes. No caso dos biodegradáveis, as próprias características do material provocam sua rápida decomposição, não necessitando de nenhum elemento a mais.

No entanto, o detalhe principal que você precisa saber sobre o plástico oxidegradável é quanto à sua decomposição. Na verdade, quando um canudo de plástico deste material se desintegra, ele se fragmenta em microplásticos e, assim, continua contaminando o solo e os oceanos. Ou seja, o problema dos plásticos comum ainda permanece!

Opiniões quanto ao plástico oxidegradável

Algumas referências no assunto são críticas quanto ao uso do plástico oxidegradável , como é o caso do Francisco Graziano, ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Ele, por exemplo, questiona os riscos da fragmentação do composto em partículas invisíveis a olho nu e das emissões de gases de efeito estufa associadas à degradação, além da contaminação do solo por metais e outros compostos.

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O plástico oxidegradável não é tão eficiente quanto se diz ser.

Além dele e de outras críticas, existem também pesquisas que mostram por A + B que o plástico oxidegradável não é tão eficiente quanto se diz ser. Um exemplo de estudo que contradiz o senso comum é o artigo “DEGRADAÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS CONVENCIONAIS E OXIBIODEGRADÁVEIS“, publicado pela Universidade Federal de Santa Maria. Conforme consta em seu resumo:

“Notou-se que as sacolas convencionais e oxibiodegradáveis apresentaram perda de
massa, porém ambas apresentaram comportamento similares frente às intempéries. As sacolas oxibiodegradáveis não apresentaram degradação total durante o período de estudo (12 meses).”

Ou seja, você empreendedor ou consumidor: esqueça qualquer tipo de canudo feito com plástico oxidegradável, pois, embora os nomes sejam parecidos, ele não é biodegradável e causa grandes danos à natureza!

Cuidado! Biodegradação é uma coisa e reciclagem é outra completamente diferente

Para acrescentar no seu bê-a-bá do que você precisa saber para não cair em falsas boatarias, também é fundamental saber a diferença entre um produto biodegradável e o que é um produto passível de ser reciclado. Isso mesmo! Além de ter a preocupação em não adquirir um falso canudo de plástico biodegradável, pensando que está fazendo o correto, é preciso não fazer confusão com os significados das palavras reciclagem e biodegradação para não ser enganado mais uma vez.

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É preciso saber a diferença entre reciclagem e biodegradação para não se enganar.

Entenda o seguinte: com esse pequeno espaço dado pela lei a respeito dos canudos biodegradáveis, muitas empresas que fabricavam canudos de plástico recicláveis passaram a utilizar o termo “canudo de plástico biodegradável” por puro marketing e propósito comercial. Ou seja, elas mantiveram a mesma composição do produto, mas com um discurso diferente e mais “ecológico”. Discurso esse para inglês ver.

A grande verdade é que elas passaram a vender o famoso gato por lebre, ou seja, diziam que estavam vendendo canudos biodegradáveis, enquanto vendiam produtos que apenas eram passíveis de serem reciclados. Por isso é tão importante que você saiba distinguir o que é produto biodegradável e o que é um produto passível de ser reciclado.

Então, vamos logo aprender de vez a diferenciar uma coisa da outra! Os produtos biodegradáveis são aqueles compostos por itens orgânicos e que irão se desintegrar em pedaços menores que 2 mm em até 90 dias. Eles podem ser colocados em uma composteira, por exemplo, que é o lugar mais propício para a sua decomposição, e, dentre de três meses, terá sido pelo menos 90% desintegrado. E é isso justamente o que NÃO ocorre com o canudinho feito com polipropileno e poliestireno, pois eles não se decompõem em um curto período de tempo. (e como vimos, tampouco acontece com o plástico oxidegradável).

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Produto biodegradável não significa produto que pode ser reciclado.

Em contrapartida, produtos passíveis de serem reciclados são aqueles que podem se desintegrar totalmente, mas por meio de um processo transformativo. Ou seja, há a necessidade de uma intervenção para que o ciclo daquele material se encerre, não bastando colocá-lo em um ambiente propício para isso. Logo, fica mais do que claro que um produto biodegradável nada tem a ver com um produto que pode ser reciclado, não é mesmo?

Canudo de plástico biodegradável não é uma solução!

Como já aprendemos ao ler esse texto até aqui, o canudo de plástico biodegradável não é uma alternativa ao canudinho tradicional e está, inclusive, proibido em alguns lugares, como é o caso de Santos. Na cidade, o empreendedor que utilizar esse tipo de produto estará sujeito a multas que variam de R$500 a R$1 mil.

Qual seria, portanto, a solução para não utilizar mais o canudo de plástico? A primeira delas é cortar de vez esse item nos seus costumes; no entanto, há muitos que não conseguem por questão de higiene e saúde, por exemplo. Nesses casos, opções bem interessas são os canudos biodegradáveis, mas sem o “de plástico” na descrição, como é o caso dos produtos da GreenFrog. Feitos de papel 100% biodegradáveis, esses tipos de canudos são os melhores amigos da natureza!

Canudos biodegradáveis feitos de papel, por exemplo, são as melhores alternativas.

Então, você já sabe, né, nada de cair nesse papo furado de canudo de plástico biodegradável e muito menos no papo de que o canudinho tradicional pode ser reciclado. A melhor opção em prol do meio-ambiente são aqueles produtos feitos com material orgânico, 100% biodegradável. Você usa uma vez e pode dar tchau ao seu canudo em menos de 90 dias! Melhor dos mundos, não?!